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AO ESTADO A QUE A MENTIRA CHEGOU

A obstinação pela crítica, pela maledicência, pela calúnia e difamação é atualmente um lugar comum que frutifica a desarmonia, enfraquece a mente, exalta a inveja, enaltece a vaidade e glorifica a ruindade.

Em termos gerais, mentir não é crime. Pode ser imoral ou um ato manifesto de total ausência de ética e de carácter, de valores e de princípios, mas somente é crime quando causa dano ou perda às partes.

DESACORDO CLIMÁTICO

São inúmeros os modos insidiosos de manifestação de arrogância sobre a problemática das alterações climáticas. O mais recente prende-se com a decisão anunciada por Donald Trump que visa a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

Todavia, a retirada dos EUA do Acordo de Paris pode marcar uma nova era na agenda ambiental do planeta, a meu ver bem mais promissora.

A INDÚSTRIA DA CORRUPÇÃO

A prática da corrupção conduz a sociedades mais desiguais, perverte a distribuição de riqueza e de oportunidades, aprofunda injustiças sociais e coloca em risco a dignidade humana.

PÓS-VERDADE

Diz a ciência que somos mentirosos por natureza. Contudo, a mentira que antes tinha perna curta consta agora que compensa. Talvez, por isso, se assista a um aumento crescente do número de sites e páginas de internet que se dedicam exclusivamente à produção e disseminação de notícias falsas ou de meias verdades.

Não importa o quão verdadeira ou honesta é a informação. O que interessa é que ela seja surpreendente, inesperada, provocativa e estimulante o suficiente para atrair a atenção dos internautas e consequentemente gerar cliques massivos para acionar publicidade digital.

NA SEXTA EXTINÇÃO O ASTERÓIDE SOMOS NÓS

No dia 22 de abril celebrou-se o “Dia Internacional da Mãe Terra”, efeméride que tem por objetivo apelar à responsabilidade coletiva com a intenção de preservar a natureza e a biodiversidade.

No entanto, não basta apelar! Nas atuais circunstâncias, um olhar mais atento sobre o planeta sugere que, se nada mais for feito, estamos à beira de uma possível sexta extinção em massa.

GOLPE DE ASA DO BANDO DE ESCROQUES

Sem que se vislumbre qualquer tipo de punição, de golpada em golpada, continuam a colocar os interesses do sector financeiro à frente dos interesses dos cidadãos. Assim, na última década, foram retirados dos bolsos dos contribuintes portugueses cerca de 20 mil milhões de euros para safar um bando de escroques que, impávido e sereno, continua a esvoaçar por aí sem medo.

UM FUTURO DE ABUNDÂNCIA, E NÃO DE ESCASSEZ

Num mundo com crescentes pressões sobre os recursos naturais, as atividades humanas devem ter a capacidade de gerar efeitos positivos, tanto para o consumidor final quanto para a biosfera. Mas, para isso acontecer é preciso criar uma nova tendência de gestão.

DEZ ANOS A MARCAR PASSO

No período de 2008 a 2014, cerca de dois biliões de euros do dinheiro dos contribuintes da União Europeia foram aplicados no auxílio estatal ao sector financeiro. Presentemente, comprova-se que o resultado da estratégia de socorro financeiro decidida pela União Europeia, e em particular pelos países da zona euro, deu origem, não só, a graves dificuldades sociais como, também, marcou o início de um processo favorável à descredibilização do modelo social europeu, ainda assim, a crise financeira não ficou resolvida.

MESTRES NA ARTE DA FUGA

Respeitável público! Senhoras e senhores, meninas e meninos, sejam bem-vindos ao nosso magnífico espetáculo de fazer sumir milhões! Assistam a mais uma incrível fuga ao controlo do fisco. Atenção estimado público! Dentro de instantes 10 mil milhões de euros irão escapar sob o vosso olhar. E… já está! Já está! Que performance, verdadeiramente admirável. Portugal está boquiaberto de pé a aplaudir. Mas que atuação arrebatadora, um show como este só encontra rivalidade nas memoráveis atuações do Houdini, o Grande Mestre na Arte da Fuga.

O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE

Ao nosso tempo, a transformação da realidade, de factos e evidências resulta na mais maléfica e evidente manifestação de louvor à “meritocracia da mediocridade”, segundo a qual tudo se reduz à conciliação de meros interesses individuais, sustentados por perspetivas subjetivas. Nunca, como agora, se viu tamanha recompensa à mediocridade e tamanho culto às regalias mais execráveis.

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