13 Fevereiro 2017      11:00

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DA INCONGRUÊNCIA

João Almeida, deputado do CDS

Esta semana, veio o deputado João Almeida solicitar a demissão do Ministro das Finanças por, alegadamente, ter omitido documentos à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos sem nunca, no entanto, identificar quais seriam os documentos em causa que justifiquem o pedido de demissão de um Ministro.

Desde cedo que João Almeida nos tem brindado com intervenções polémicas e desrespeito a deputados de outras bancadas da esquerda à direita.

É no entanto de brindar o crescimento do Deputado que, muito recentemente veio a público afirmar que “não se ganham eleições sem mentir”, fazendo da mentira e da ilusão algo normal na política.

De lamentar é que continue a basear todas as suas intervenções em críticas vagas e indefinidas, das quais não se consegue retirar um conteúdo concreto.

O ressabiamento da direita já vem sendo hábito desde que o actual Governo exerce funções sendo que, verdade seja dita, o CDS tem sempre conseguido manter-se afastado de intervenções sem sentido, apenas no sentido da crítica pela crítica.

Pois bem, parece que já não se conseguem manter afastados mais tempo deste tipo de atitudes, acabando por cair no caminho fácil da incongruência.

Mesmo a nível autárquico, o CDS acaba por cair nas suas próprias críticas.

Este foi um dos partidos que mais criticou a aplicação da taxa turística em Lisboa. Pois bem, qual não é agora a surpresa ao lermos a notícia que duas autarquias pelo CDS vão implementar exactamente a mesma medida.

Este é definitivamente um partido que não está a saber aproveitar o caminho que estava a ganhar ao PSD com a sua postura até agora congruente e com algumas propostas que até poderiam vir a ser implementadas pelo actual Governo.

Terá a máscara caído?

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