A circulação automóvel na Variante Nascente de Évora arranca oficialmente esta quinta-feira, 3 de setembro, assinalando a conclusão das últimas intervenções rodoviárias a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP) financiadas pelos fundos europeus do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Com um traçado duplo de duas vias em cada sentido que se estende ao longo de 12,8 quilómetros, a nova infraestrutura faz a ponte entre a saída de Évora Nascente da A6/IP7 e o IP2, nas imediações de São Manços. A execução deste projeto exigiu uma verba global de 54,9 milhões de euros, posicionando-se como o maior volume de capital canalizado pela entidade pública para a vertente rodoviária do programa de fundos europeus.
O desenho da infraestrutura integra os nós de ligação de Vale de Figueiras e da Fonte Boa do Degebe, assegurando também o acesso direto à Estrada Nacional 18 (EN18). Para viabilizar o percurso, ergueram-se 13 estruturas complexas de engenharia, incluindo uma passagem de cariz agrícola, dois viadutos e oito passagens superiores — sendo que duas destas cruzam linhas de comboio. Com esta nova alternativa, prevê-se o desvio de uma fatia expressiva do tráfego de passagem que antes atravessava o centro urbano eborense, impulsionando a segurança na estrada, a fluidez do trânsito e a diminuição dos tempos de viagem, ao mesmo tempo que se otimizam os acessos aos polos industriais e às vias rápidas estratégicas da região. A abertura da variante coloca um ponto final num hiato de cerca de 13 anos em que o projeto esteve paralisado, tendo o estaleiro de obras avançado novamente no terreno em novembro de 2024.
