A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao ensino superior público colocou este ano 43.899 novos estudantes, uma quebra de 12,1% em relação a 2024. As instituições do interior foram as que registaram uma queda mais acentuada, na ordem dos 21,1%.
No entanto, segundo os dados oficiais da Direção-Geral do Ensino Superior, a Universidade de Évora (UÉ) foi uma das instituições que teve menor impacto no número de candidatos face ao ano anterior, registando apenas uma descida de 2,5%.
Em comunicado, a UÉ refere que disponibilizou 1.371 vagas para novos estudantes, tendo preenchido 1.193 logo na 1.ª fase, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 87%.
De acordo com a mesma fonte, a nova Licenciatura Engenharia Aeroespacial “registou uma procura muito elevada, tendo todas as vagas sido preenchidas” e a média do último colocado fixou-se nos 17 valores, “um resultado que demonstra não só o elevado nível dos candidatos, mas também o prestígio e atratividade do curso logo no seu primeiro ano”.
A universidade destaca ainda o “sucesso” das formações na área da Saúde, com realce para as Ciências Farmacêuticas, na área do agroalimentar e ainda nas formações de artes.
As 181 vagas sobrantes da Universidade de Évora estarão a concurso, na 2.ª fase do CNA, que decorre entre 25 de agosto e 3 de setembro.
Já o Instituto Politécnico de Beja, acompanhando a tendência nacional, registou uma diminuição de 134 alunos colocados, em relação ao ano passado. Em declarações ao jornal O Atual, Maria José Fernandes, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, esta “quebra era expectável devido ao fim das exceções aplicadas durante a pandemia e ao regresso da obrigatoriedade de dois exames nacionais como provas de ingresso, medida que impediu muitos candidatos de concorrer na 1.ª fase”.
Fotografia de facebook.com
