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Santarém vai ter centro de inovação para apoiar o setor agroalimentar

O Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com a Câmara Municipal, vai criar um centro de inovação destinado a apoiar empresas do setor agroalimentar da região, no valor de 4 milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, João Moutão, presidente do Instituto Politécnico (IPSantarém), explicou que “é um projeto que já tinha sido pensado há alguns anos e agora vemos esta iniciativa finalmente a concretizar-se. A sua importância está relacionada com a necessidade que a região tem de ter uma estrutura que seja promotora do desenvolvimento, inovação, conhecimento e de suporte à indústria agroalimentar”.

Segundo o responsável, este investimento pretende responder à necessidade antiga da região da Lezíria do Tejo de ter uma estrutura especializada no apoio à inovação no setor agroalimentar.

O projeto, intitulado “Santarém AgroHub – Centro de Valorização e Transferência e Inovação Agroalimentar”, prevê a reabilitação e ampliação de infraestruturas da Escola Superior Agrária de Santarém, bem como a aquisição de equipamentos tecnológicos avançados.

Em comunicado, a autarquia refere que este centro tem como objetivo “promover a transição verde e digital no setor agroalimentar, através da implementação de tecnologias avançadas”, “promover a economia circular e a criação de fontes de energia renováveis” e “reforçar a ligação entre academia e empresas, promovendo a transferência de conhecimento”.

João Moutão acredita que o centro terá um impacto direto na competitividade das empresas da região.

“Vai permitir que as empresas da região promovam mais inovação com base no conhecimento. Nós temos diversos projetos que são promovidos na região na Escola Superior Agrária e há um conjunto de conhecimento que é gerado, mas esse conhecimento tem que ser transformado em inovação. E este projeto trará mais desenvolvimento, mais pessoas e mais indústrias”, afirmou.

De acordo com o responsável, o centro vai contar com, pelo menos, 15 técnicos “altamente especializados” e as próprias empresas da região vão mobilizar profissionais para trabalhar em conjunto com o centro, “promovendo inovação baseada no conhecimento académico e empresarial”.

O presidente do IPSantarém acredita ainda que o projeto poderá contribuir para fixar jovens qualificados na região, através da criação de emprego especializado.

“Não é só trazer mais emprego, é trazer um tipo de emprego, pessoas e profissionais altamente qualificados e especializados”, referiu.

O projeto será financiado pelo programa Alentejo 2030 e a conclusão dos trabalhos está prevista para o final de 2026.

 

Fotografia de maisribatejo.pt

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