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Nisa: centenas de peixes mortos na barragem de Póvoas e Meadas

Centenas de peixes mortos apareceram nas margens da albufeira da barragem de Póvoas e Meadas, localizada na ribeira de Nisa, no concelho de Castelo de Vide.

De acordo com a Câmara Municipal de Nisa, citada pelo jornal Público, esta barragem é fonte de abastecimento público de água aos cerca de 50 mil habitantes dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte de Sôr e Sousel​, todos no norte do Alentejo.

A autarquia alertou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que esclareceu numa nota que se encontra a “acompanhar a situação, quer no terreno, quer através da realização de análises laboratoriais às amostras de água recolhidas”, para conhecer as razões desta ocorrência.

Foram já recolhidos alguns peixes nas margens da albufeira e posteriormente enviados para um laboratório especializado para interpretar quais as causas associadas à mortandade na albufeira de Póvoas e Meadas.

A APA esclarece que ainda “não foi detetado qualquer foco de descarga de águas residuais ou contaminação nas imediações”, e que os peixes mortos “eram essencialmente de uma única espécie, exótica, e de dimensões semelhantes”. No entanto, não é mencionada na nota a espécie em causa.

O município confirma que ainda não existem “dados concretos” que permitam identificar a origem do problema, frisando já terem sido recolhidas amostras de água “para análise pelas entidades competentes”. A autarquia acrescenta que falta determinar a “causa concreta do incidente, seja esta relacionada com fatores naturais, como eventuais alterações na qualidade da água ou com causas externas, incluindo possíveis descargas poluentes”.

Não foi facultado qualquer esclarecimento sobre as implicações desta situação na qualidade da água que é tratada na Estação de Tratamento de Água de Póvoa e Meadas gerida pela Águas do Vale do Tejo e que funciona junto à albufeira.

Recorde-se que, em outubro deste ano, este jornal noticiou que pelo menos 200 peixes foram também encontrados mortos na albufeira do Roxo, entre os concelhos de Aljustrel e Beja.

 

Fotografia de olhardigital.com.br

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