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Mais de 10 mil visitantes já passaram pelo Museu Berardo Estremoz

O Museu Berardo Estremoz, que alberga a “maior e mais importante” coleção privada de azulejos de Portugal, já recebeu mais de 10 mil visitantes desde a sua abertura, em 25 de julho, avança a Câmara Municipal de Estremoz à Lusa.

Em comunicado, o município refere que, “aberto há pouco mais de um mês, com entrada gratuita, o Museu do Azulejo já recebeu milhares de visitantes, sendo portugueses mais de 90%, números que surpreendem, uma vez que nos encontramos em tempos de pandemia”.

O museu, que a partir de hoje, terça-feira, passa a ter entradas pagas, recebeu até domingo, dia 30 de agosto, 10.586 visitantes. A autarquia indica ainda que a cidade de Estremoz tem sido bastante procurada desde o final de julho, sendo este recente equipamento a “grande atração”: além de apresentar um edifício recuperado, tem no seu interior a exposição inaugural “800 Anos de História do Azulejo”.

Adicionalmente, existe uma exposição temporária dedicada ao mármore, intitulada “Estremoz Tradição Intemporal”, e no final da visita, o visitante pode degustar, na loja de vinhos, os “cativantes néctares à disposição”, menciona o município.

De acordo com os promotores, a coleção do museu é composta por conjuntos azulejares “in situ”, património integrado na Quinta e Palácio da Bacalhôa (Azeitão) e no Palácio Tocha (Estremoz), e por mais de 4.500 exemplares móveis datados do século XIII ao século XXI, que nos permite “percorrer a secular história do azulejo”.

O museu, instalado no histórico Palácio dos Henriques e enriquecido por alguns “magníficos conjuntos” de azulejaria tardo-Barroca e Rococó, apresenta “um notável conjunto” de azulejaria espanhola e “um vastíssimo acervo” de azulejaria portuguesa, compreendendo todas as épocas e estilos.

O imóvel foi classificado como monumento de interesse público e é agora “um importante museu”, segundo os promotores, que conta as “estórias e a história dos últimos séculos da azulejaria”, através da exposição inaugural, comissariada pelos especialistas Alfonso Pleguezuelo e José Meco.

A Coleção Berardo e a Câmara Municipal de Estremoz são os responsáveis por esta iniciativa.

 

Fotografia de museuberardoestremoz.pt

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