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Negócios e Empresas

Made in Alentejo: O Canteiro da Luz

José e Filipe são dois irmãos naturais de Évora com uma relação especial com a Aldeia da Luz, terra onde têm as suas raízes familiares. Em 2012 decidiram lançar-se num projeto na área agrícola: a Canteiro da Luz. A empresa tem como principal missão promover boas práticas ambientais na agricultura, através da produção de plantas aromáticas e medicinais em modo biológico. Leia a entrevista para melhor ficar a conhecer a história de trabalho e dedicação destes dois irmãos alentejanos e acompanhe o projeto em https://www.facebook.com/canteirodaluz.

José e Filipe são dois irmãos naturais de Évora com uma relação especial com a Aldeia da Luz, terra onde têm as suas raízes familiares. Em 2012 decidiram lançar-se num projeto na área agrícola: a Canteiro da Luz. A empresa tem como principal missão promover boas práticas ambientais na agricultura, através da produção de plantas aromáticas e medicinais em modo biológico. Leia a entrevista para melhor ficar a conhecer a história de trabalho e dedicação destes dois irmãos alentejanos e acompanhe o projeto em https://www.facebook.com/canteirodaluz.

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Tribuna Alentejo – A empresa Canteiro da Luz dedica-se à produção de Plantas Aromáticas e Medicinais em modo biológico. Como surgiu a ideia de dois irmãos, com áreas de formação/profissionais tão diferentes da área agrícola, criar esta marca?

José Lopes – Eu tirei Licenciatura em ensino, 1º ciclo, e depois de perceber que as minhas perspetivas de futuro eram quase nulas, comecei a pensar em alternativas que pudessem ser viáveis. Foi então que eu e o meu irmão, no sentido de rentabilizar os terrenos da família na aldeia da Luz, pensámos neste projeto.

Filipe Lopes – A Canteiro da Luz foi criada em 2012 no seguimento de um projeto de Jovem Agricultor com apoio do programa PRODER. Fizemos visitas a várias explorações e diversas formações no âmbito da agricultura biológica e das plantas aromáticas e medicinais. Implementámos o projeto tendo por base padrões de inovação, tecnologia, rigor e qualidade.

 

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TA – Qual a vossa relação com o Alentejo? Por quê a Aldeia da Luz?

FL – Nós somos alentejanos, naturais de Évora e temos família na Aldeia da Luz, nomeadamente a nossa avó paterna vive lá, bem como muitos tios e primos.

 

TA – Numa altura em que responsáveis políticos afirmam que Portugal tem licenciados a mais e tendo em conta que a vossa área de formação inicial é diferente da área em que acabaram por vingar, consideram que a formação que tiveram teve alguma relevância para o sucesso que estão a viver?

JL – Pensamos que a formação inicial não é o factor essencial que vai ditar o sucesso de um projeto, mas sim a vontade de fazer bem e ter ambição de fazer melhor, aprendendo ao longo do tempo e tendo a humildade de aceitar as sugestões dos mais experientes.

TA – Na vossa opinião, o que diferencia a Canteiro da Luz de outras unidades de produção de plantas aromáticas e medicinais em modo biológico?

FL – A nossa exploração não se quer limitar à produção exclusiva sem qualquer contato com o exterior, para isso realizamos visitas pedagógicas, acolhemos estágios profissionais na área da agricultura, para além disso organizamos workshops e atividades relacionadas com a Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva.

TA  – Como chegaram à definição da marca? Há alguma história interessante por trás da escolha da marca?

JL – Queríamos que o nome estivesse ligado à aldeia da Luz, então em família lançamos o desafio e o mais “votado” foi este!

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TA – Como é que os clientes podem adquirir os vossos produtos? Vendem online, em lojas, feiras…

FL – Neste momento estamos a finalizar toda a parte burocrática, para que possamos fazer o lançamento dos produtos que iremos comercializar com a nossa marca própria. A loja online está para breve.

 TA – Querem deixar alguma mensagem aos jovens da vossa geração, sobretudo quando a grande maioria apenas encontra como alternativa a emigração?

JL – Aquilo que achamos é que a agricultura pode ser uma boa alternativa à emigração, desde que se tenha esse gosto e essa vontade, pois como em tudo, nada se faz sem muito trabalho.

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