A Guarda Nacional Republicana (GNR) arranca esta semana com a operação “Artémis 2026/2027”, uma iniciativa do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) que se vai estender até ao dia 28 de fevereiro de 2027. Esta campanha visa reforçar a fiscalização da atividade cinegética em todo o território nacional, focando-se na prevenção, identificação e combate a práticas ilegais para assegurar a gestão sustentável dos recursos, o equilíbrio ambiental, a biodiversidade e a segurança das populações.
Através de patrulhas preventivas e reativas, os militares vão vigiar o cumprimento das leis da caça e combater crimes contra a fauna selvagem. Paralelamente, a GNR vai realizar ações pedagógicas de sensibilização junto dos caçadores. A autoridade relembra a importância de respeitar os limites legais, como a proibição de caçar a menos de 250 metros de habitações sem autorização e a menos de 100 metros de cevedouros artificiais, além de apelar ao transporte seguro e condicionado das armas de fogo fora do ato venatório.
Esta operação surge após a missão de 2025/2026, que resultou na abordagem de 10.751 caçadores. Nesse período, a GNR efetuou 133 detenções e registou 136 crimes, com especial relevância para 70 situações de caça em áreas proibidas ou sem autorização e 32 casos de desrespeito pelas regras de conservação das espécies. Foram ainda passadas 345 multas, destacando-se a falta de documentos obrigatórios, falhas no transporte de armas e irregularidades cometidas pelas próprias entidades gestoras das zonas de caça. A Guarda recorda que os cidadãos podem denunciar infrações ambientais de forma anónima através da Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) ou por email.
