Tribuna Alentejo
os_figos_do_diabo_estao_na_moda_2
Negócios e Empresas

FIGOS DO DIABO ESTÃO NA MODA

Chamam-lhe muita coisa, e isso quando os conhecem. De piteira a tabaibo, passando por figo do diabo, mas mais conhecido por figo da Índia (Opuntia ficus-indica) é um cato que cresce em regiões semiáridas, como o Alentejo.

Existente há cerca de 9000 anos e em algumas culturas sul-americanas é tão importante como o milho. Terá chegado à Europa por volta de 1500 por mão de navegadores espanhóis.

É um cato suculento, ramificado, e grande. Pode chegar aos 3 metros de altura e os ramos são achatados. As flores são amarelas ou laranjas, como os frutos que se destacam pela sua suculência e por serem ricos em açúcar, potássio, magnésio, cálcio e vitaminas C, A, B1 e B2.

São utilizados no fabrico de alguns produtos farmacêuticos – sobretudo para o tratamento de doenças urinárias, das vias respiratórias ou como diurético – e das sementes extraem um óleo, algo semelhante ao “aloe vera”, e que é utilizado para produtos de cosmética.

Chamam-lhe muita coisa, e isso quando os conhecem. De piteira a tabaibo, passando por figo do diabo, mas mais conhecido por figo da Índia (Opuntia ficus-indica) é um cato que cresce em regiões semiáridas, como o Alentejo.

Existente há cerca de 9000 anos e em algumas culturas sul-americanas é tão importante como o milho. Terá chegado à Europa por volta de 1500 por mão de navegadores espanhóis.

É um cato suculento, ramificado, e grande. Pode chegar aos 3 metros de altura e os ramos são achatados. As flores são amarelas ou laranjas, como os frutos que se destacam pela sua suculência e por serem ricos em açúcar, potássio, magnésio, cálcio e vitaminas C, A, B1 e B2.

São utilizados no fabrico de alguns produtos farmacêuticos – sobretudo para o tratamento de doenças urinárias, das vias respiratórias ou como diurético – e das sementes extraem um óleo, algo semelhante ao "aloe vera", e que é utilizado para produtos de cosmética.

Conta a tradição alentejana que acompanham comidas como o gaspacho ou a sopa de tomate, que das flores – após estarem secas – se faz chá, e que uma folha aberta, onde se deita açúcar em quantidades generosas, posteriormente fechada, atada, pendurada e deixada a pingar faz milagres contra a tosse.

Pode comer-se de várias formas, fresco ou seco, mas também em sumos ou até bebidas alcoólicas.

Em Portugal sempre foi consumido, mas de forma esporádica e por pouca gente. Só em 2009 passou a ser cultivado e pouco depois foi criada uma associação para os proteger, a AFROFIP. Estima-se que, este ano, sejam produzidas cerca 80 toneladas de figos da Índia, num mercado onde, na Europa, a Itália domina com cerca de 3500 ha de plantação e uma produção total de 70 mil toneladas de fruto.  

Uma gestora lisboeta, Teresa Laranjeiro, quis mudar de vida, veio para o Alentejo há 15 anos – tem 14 hectares no Vimieiro, em Arraiolos (Portalegre) – e dedicou-se à produção destes figos. O projeto correu de tal modo bem que venceu o prémio “Intermarché” Produção Nacional 2015.

Disse ao “Expresso” que a escolha em dedicar-se aos figos da Índia teve a ver com o facto de procurar “um modo de produção biológico, inovador e sustentável, sem intervenções profundas no terreno”.

Em 2012, e em conjunto com a filha, lançaram três candidaturas ao PRODER:  Sobremesa da Vida (plantação de figueiras da índia), a Cactus Extractus (para transformação) e a Chá Bravo (cultivo de ervas aromáticas).

Em seis hectares da quinta, plantaram 6000 palmas; estudaram, apostaram e transformaram a utilização genérica dos figos da Índia, tendo já criado a sua própria marca de óleo facial, o Alchemy, que já está em venda em Estremoz e feiras sustentáveis, bem como lojas de produtos naturais em Évora e Lisboa.

 

Quer saber como descascar um destes figos? Assista ao vídeo.

 

Imagem daqui

Artigos relacionados

Queijaria das Romãs, de Vendas Novas, vence Melhor Queijo de Portugal 2026

Redação Alentejo

Obras de modernização dos acessos ao Porto de Sines já arrancaram. Investimento na requalificação é superior a 3 milhões de euros

Redação Alentejo

Economia nacional com alívio na dívida pública mas pressão nos juros da habitação e nas contas externas

Redação Alentejo

Negócio que ia colocar Refinaria de Sines nas mãos de espanhóis cai. Galp e Moeve não chegaram a acordo

Redação Alentejo

Saída da Microsoft de projeto britânico não afeta expansão em Sines

Redação Alentejo

Alentejo lança garrafa de vinho mais leve e lidera sustentabilidade vitivinícola a nível mundial

Redação Alentejo