A proposta da 4.ª revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUE), apresentada publicamente esta segunda-feira no Salão Nobre dos Paços do Concelho, prevê a construção de mais de 7.000 novos fogos habitacionais e a capacidade para acolher cerca de 15 mil novos residentes. O documento estratégico, detalhado na sessão pelo presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, introduz um conjunto alargado de medidas estruturantes focadas no desenvolvimento económico, na mobilidade, na sustentabilidade ambiental e na saúde.
De acordo com as diretrizes do plano avançadas pela Câmara Municipal de Évora, a habitação assume-se como a principal prioridade deste novo desenho urbano. A autarquia avançou com uma flexibilização das regras urbanísticas para as áreas residenciais, permitindo tipologias habitacionais variadas que vão desde moradias unifamiliares até edifícios multifamiliares. O executivo liderado por Carlos Zorrinho considera que a escassez atual de casas constitui um dos maiores entraves ao crescimento demográfico e económico do concelho. Adicionalmente, o PUE contempla a autorização para a conversão de antigos espaços de comércio e serviços em habitação, visando simultaneamente a revitalização do edificado subaproveitado e o aumento da oferta imobiliária com preços mais acessíveis.
No plano económico e de infraestruturas, a revisão do PUE projeta o reforço da capacidade de acolhimento de novas atividades económicas. O grande destaque vai para a criação de um inovador cluster da saúde a edificar junto às futuras instalações do Hospital Central do Alentejo. Ao nível do espaço urbano, o documento prevê a expansão de melhores corredores e zonas verdes, garantindo uma maior qualidade de vida à população residente.
Na sua intervenção durante a sessão pública, Carlos Zorrinho sublinhou de forma vincada a importância do envolvimento dos cidadãos na discussão deste plano que “desenha a próxima década da cidade”. Para estimular essa colaboração, o processo de participação pública do município de Évora incluirá métodos inovadores de consulta. Os cidadãos poderão envolver-se em iniciativas práticas, tais como a experimentação e a vivência em primeira mão de percursos experimentais de mobilidade suave. Este formato visa permitir que os residentes testem, antecipem as alterações planeadas e apresentem as suas sugestões ou reclamações ao documento antes da aprovação final.
Este passo assinala o avanço decisivo do procedimento que o executivo camarário tinha decidido reativar formalmente na reunião ordinária de 5 de março de 2026, estipulando na altura um novo prazo regulamentar para a conclusão dos trabalhos após alguns atrasos no cronograma inicial. O documento final agora apresentado reflete também as necessárias adaptações decorrentes da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Évora, que tinha sido previamente aprovada em 2025.
