O Ministério Público português desmantelou um esquema de fraude que desviou cerca de 3,2 milhões de euros em fundos europeus dos programas Portugal 2020 e Alentejo 2020, resultando na detenção de três pessoas na operação “Fundo Perdido”. Os suspeitos, incluindo um contabilista certificado, utilizavam despesas falsas e faturas inflacionadas para obter subsídios ilicitamente, enfrentando agora acusações de associação criminosa e fraude na obtenção de subsídio.
Em Évora, o caso teve um impacto central, uma vez que a cidade serviu de base para as principais decisões judiciais e foi um dos focos das diligências policiais. No final de abril de 2026, a Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas em várias sedes de sociedades comerciais e domicílios no distrito, culminando na detenção de três pessoas (dois homens e uma mulher) no âmbito da operação “Fundo Perdido”.
O interrogatório dos detidos ocorreu no Tribunal de Évora, que determinou as medidas de coação. O processo é dirigido pelo DIAP Regional de Évora. Como resultado do interrogatório em Évora, o juiz impôs o pagamento de cauções pesadas aos dois principais suspeitos: um valor de 300 mil euros e outro de 66 mil euros.
A fraude não atingiu apenas verbas nacionais; envolveu especificamente a obtenção indevida de fundos do programa Alentejo 2020 através de faturação fictícia e sobrefaturação. Para tentar recuperar os valores desviados, foram arrestadas preventivamente 107 contas bancárias em toda a região e distritos vizinhos.
