No documento divulgado, o autarca assegura que todas as contratações municipais decorreram através de concursos públicos transparentes, baseados em pareceres técnicos e avaliados por júris independentes, sem qualquer interferência pessoal. Rondão Almeida esclareceu ainda que se afastou de qualquer processo que pudesse gerar dúvidas e lamentou os ataques maliciosos nas redes sociais, detalhando que prescinde de várias regalias a que tem direito, como cartões de crédito da autarquia, telemóvel pago, motorista ou chefe de gabinete, além de recordar que a sua reforma pessoal é superior ao salário que aufere como presidente. Toda a documentação administrativa foi disponibilizada para fiscalização pelas instâncias competentes.
As acusações e insinuações partem de utilizadores anónimos e páginas de oposição nas redes sociais, não existindo nenhuma acusação formal ou processo judicial movido por órgãos de soberania (como o Ministério Público) contra o autarca.
Nascido em Elvas em dezembro de 1942, José Rondão Almeida construiu um dos percursos políticos mais longos do poder local em Portugal, somando mais de seis décadas de serviço público. Embora na juventude tenha tentado uma carreira no futebol profissional, um grave problema de saúde afastou-o do desporto, levando-o a licenciar-se em Ciências Sociais e a ingressar na área da educação antes de se dedicar inteiramente à política.
A sua estreia na liderança da autarquia ocorreu em 1993, pelo Partido Socialista (PS), cargo que ocupou de forma continuada até 2013, num período marcado por profundas transformações urbanas e pela classificação das fortificações de Elvas como Património Mundial da UNESCO. Após um interregno devido à lei de limitação de mandatos, o político regressou à presidência do município em 2021 à frente do “Movimento Cívico por Elvas” (MCPE). Atualmente, no exercício do seu mandato, mantém-se como o edil mais idoso em funções no país, assegurando um pacto de governação que visa garantir a estabilidade e o desenvolvimento contínuo da cidade alentejana.
