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ELVAS RECEBE INVESTIMENTO CHINÊS PARA PARQUE INDUSTRIAL E TECNOLÓGICO

Produzir produtos agrícolas alimentícios e medicinais na Medicina Tradicional Chinesa; preservar patrimónios não-materais reconhecidos pelo Unesco, criar uma base logística tendo como centro Portugal e com ramificações que abranjam a União Europeia, América do Sul e África; proporcionar a formação a investidores chineses.

Eis alguns dos objectivos do futuro “European Global Commodity Services Centre” a instalar-se em Elvas, resultado de investimento chinês da "Prospect Time International Investiment" e cujo memorando de entendimento foi ontem assinado entre Nuno Mocinha, presidente do município de Elvas e Chen Chunsheng, representante da empresa de investimentos.

“O projeto vai ser implementado em Vila Fernando, nas instalações do antigo Centro Educativo, numa área de 100 hectares”, afirmou Nuno Mocinha, acrescentando que “hoje se deu corpo ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para readaptar o espaço que se encontra abandonado há anos, com o objetivo de dar-lhe vida”.

A primeira fase da implementação do projeto passa pela delineação do Plano de Pormenor, em conformidade com o Plano Diretor Municipal de Elvas, para a construção, em conjunto, do European Global Commodity Service Centre e do Parque Natural de Zonas Húmidas.

O projeto inclui ainda a construção de um Centro de Conferências e Exposições, assim como o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, pondo em prática as medidas que facilitem a venda dos produtos industriais e comerciais no mercado doméstico, bem como a ampliação do mercado doméstico das empresas portuguesas que são parceiras da China, a fim de estabelecer o sistema nacional de comercialização e distribuição.

O acordo estabelece ainda apoios às empresas portuguesas a estender a sua cadeia de atividades; promover as empresas que satisfaçam os requisitos para investimento e desenvolvimento na China, realizando a transferência industrial em parques industriais e, em termos de negócios, a construção do sistema protetor de propriedade intelectual na Zona do Projeto, aperfeiçoando o Banco de Propriedade Intelectual de Elvas, apoiando o intercâmbio e a cooperação entre as agências de serviços intermediários de propriedade intelectual e encorajando os cidadãos portugueses a adquirir a habilitação de representação de patentes chinesas”, como se pode ler naquele memorando de entendimento.

 

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