A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo abriu um concurso com 41 vagas para médicos, sendo 13 em zonas carenciadas, com o objetivo de reforçar os cuidados de saúde e reduzir assimetrias territoriais através de vagas em Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública e especialidades hospitalares. Esta medida surge num contexto de enorme dificuldade histórica em fixar profissionais na região, onde concursos anteriores para a área de Medicina Geral e Familiar registaram taxas de insucesso severas, deixando recorrentemente a totalidade das vagas de Médicos de Família por preencher nesta zona devido à escassez de candidatos para territórios de baixa densidade populacional.
Para inverter este cenário de postos desérticos, o governo recorre ao estatuto de vaga carenciada regulado pelo Decreto-Lei n.º 101/2015 do Diário da República, que garante aos clínicos que aceitem estes lugares um incentivo financeiro correspondente a um acréscimo de 40% sobre a remuneração base durante um período de até seis anos. Adicionalmente, os profissionais colocados nestes postos têm direito a um apoio financeiro imediato pago num único mês para a compensação integral de despesas de deslocação, transporte e mudança de bagagem do agregado familiar, equivalente ao valor de 15 dias de ajudas de custo.
