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Saúde

Dia Mundial do Cérebro: a importância de controlar os fatores de risco cerebrovascular

O Dia Mundial do Cérebro, uma iniciativa da Federação Mundial de Neurologia, comemora-se anualmente no dia 22 de Julho.

Este ano é dedicado a Esclerose Múltipla, doença inflamatória do sistema nervoso central, que afeta mais de 2.8 milhões de pessoas a nível mundial. O contributo dos fatores de risco cerebrovascular no prognóstico da esclerose múltipla vem sendo progressivamente demonstrado.

Tal como para a prevenção primária ou secundária do AVC, o tratamento adequado da hipertensão arterial, diabetes, a redução do peso, o exercício físico adequado e a cessação tabágica são de importância determinante para os doentes com esclerose múltipla. Um bom controlo destes fatores de risco está associado a redução da inflamação e da ocorrência de surtos ou agudizações nos doentes com esclerose múltipla. Contudo, importa realçar que, independentemente da presença dos tradicionais fatores de risco vascular, em indivíduos com mais de 40 anos, a esclerose múltipla está associada a um risco maior de ocorrência do AVC. Numa meta-análise de 9 estudos com cerca de 380 mil participantes, concluiu-se que em comparação com adultos do mesmo grupo etário, os doentes com esclerose múltipla tinham pelo menos o dobro do risco de sofrer um AVC num ano.

Assim, sendo verdade que a promoção de estilos de vida saudáveis é uma arma universal para promoção da saúde do cérebro, pelo crescente aumento da sobrevida em qualidade dos doentes com esclerose múltipla, é fundamental uma atenção maior na prevenção primária de complicações vasculares, com particular enfase no AVC.

Entre outros, os doentes com esclerose múltipla devem avaliar regularmente a sua tensão arterial, ter pelo menos 150 minutos de atividade física moderada semanal, adotar uma alimentação equilibrada e, quando indicado, cumprir com o tratamento da hipertensão, diabetes ou dislipidémia. O cérebro agradece, contribui para o controlo da esclerose múltipla e ajuda a prevenir o AVC.

Artigo da autoria de: Prof. Doutor Hipólito Nzwalo, Membro da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa de AVC, Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas, Universidade do Algarve, Unidade de AVC, Centro Hospitalar Universitário do Algarve

 

 

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