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Ambiente

Bactéria que arrasa olivais já entrou em Portugal. Agricultores alentejanos temem o pior

Chama-se Xylella Fastidiosa, é uma bactéria identificada há cerca de um anos e meio em Alicante e que deixou em pânico os agricultores espanhóis. O impacto desta bactéria repercute-se em quebras drásticas de produção e é visível por causar necroses nas folhas das árvores, sejam amendoeiras, oliveiras e citrinos e mesmo a vinha.

No Alentejo, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) está a fazer o controlo das oliveiras para sinalizar eventuais contágios mas os produtores reclamam por apoio governamental para controlar e prevenir a doença. A Xylella Fastidiosa já rondava Portugal há algum tempo mas o jornal "O Público" dá conta que ela chegou ao território nacional, "concretamente a Vila Nova de Gaia, à “boleia” de plantas do género Lavandula, planta ornamental vulgarmente conhecida por lavanda, mas que não apresentam sintomatologia da doença".

As consequências mais dramáticas da Xylella Fastidiosa em Portugal podem concentrar-se sobretudo no Alentejo, "onde estão concentradas dezenas de milhões de oliveiras, amendoeiras e outras árvores de fruto que são o habitat ideal para a propagação de uma praga que já preocupa os olivicultores alentejanos, sobretudo os que exploram grandes áreas de olival intensivo e superintensivo".

A sua propagação está a ameaçar cerca de 60 milhões de oliveiras na Andaluzia, onde, 37% da população depende da fileira do azeite e é comparada à filoxera que se espalhou por quase toda a Europa no século XIX e arruinou a vinha europeia.

As imposições comunitárias aplicadas na erradicação da bactéria implicam um cordão sanitário com uma área mínima de 10 quilómetros em redor da área afetada e a eliminação de todas as plantas e das suas raízes num raio de 100 metros onde tiver sido detetada a bactéria, como impede novas culturas naquela zona num espaço de 3 a 4 anos, medidas drásticas que já estão a ser implementadas em 12 focos identificados nas amendoeiras de Alicante.

Esta bactéria terá já destruído 15 000 amendoeiras nas ilhas espanhola de Maiorca e Ibiza no últimos dois anos e há 5 anos afetou cerca de 3 milhões de oliveiras em Apúlia, na Itália.

 

Imagem de capa de cartuxa.pt.

 

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