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Alentejo Litoral pede à CP reintrodução da Linha do Sul

A CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral reuniu com o Conselho de Administração da CP – Comboios de Portugal para discutir reintrodução do serviço regional ou inter-regional de passageiros na Linha do Sul, abrangendo os concelhos de Alcácer, Grândola, Santiago e Odemira.

Na reunião estiveram presentes os presidentes das câmaras de Grândola, Santiago do Cacém e Sines e o Vice-Presidente de Alcácer do Sal. Além disso, foi ainda abordada a possibilidade do serviço de passageiros em Sines e Santiago do Cacém voltar a ser reativado. 

Em comunicado, o município de Grândola cita o seu presidente, António Figueira Mendes, que no final da reunião referiu que “os autarcas vêm como essencial esta decisão, tendo em conta não só a crescente dinâmica económica da região, como as expetativas em torno dos novos investimentos já anunciados”, concluindo que, “no caso de Grândola, para além do Alfa Pendular e do Intercidades, que já aqui param, era muito importante voltar a ter serviço regional e inter-regional”.

Já o autarca de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, afirmou que “saímos da reunião francamente otimistas”, declarando ainda que “tanto na primeira questão como na segunda tivemos abertura total da parte do Presidente do Conselho de Administração da CP, com a assunção de compromisso no sentido de que se irá trabalhar, e já se está a trabalhar, para que num prazo não muito longo, talvez dois anos, isto possa ser uma realidade”.

Neste sentido, “há a intenção de assinar um protocolo de intenções entre a CIMAL e a CP que queremos que seja em breve, para ficar este compromisso que é importante perante as populações desta região”.

Adicionalmente, a autarquia de Santiago do Cacém manifestou a sua preocupação face à “retoma da ideia de o traçado da linha férrea não passar por Ermidas-Sado, no âmbito do projeto do Corredor Ferroviário Internacional Sul, na ligação entre Sines e Grândola, de forma direta, atravessando montados, dividindo as cidades de Santiago do Cacém e de Vila Nova de Santo André, passando junto ao Hospital do Litoral Alentejano e ao Badoca Safari Park o que seria uma barreira e um erro do ponto de vista urbanístico e ambiental”.

Para Álvaro Beijinha, “a reposição do comboio da Linha do Sul que ligava o Barreiro à Funcheira, e que parava em Alvalade”, é uma questão importante “que também diz respeito aos municípios vizinhos”.

Assim, é necessário que este compromisso “passe a ser uma realidade com a reposição destas duas valências importantíssimas para as nossas populações”, sendo uma das justificações para a concretização deste projeto “o crescimento que temos tido aqui na Região, seja pela via dos complexos Industrial e Portuário de Sines, seja pela via do turismo, seja pela via do crescimento nomeadamente da agricultura”.

 

Fotografias de alentejo.sulinformacao.pt e setubalmais.pt

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