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Exposições

Aguarelas de Manuel Maria Feio Barroso celebram identidade e património bejense

A exposição “Beja: Policromias da Memória e do Sonho” constitui uma homenagem a todos os bejenses, entendidos como aqueles que nasceram, cresceram ou têm uma ligação afetiva à cidade. O autor, Manuel Maria Feio Barroso, natural de Alvito, assume Beja como um dos espaços centrais do seu percurso pessoal e emocional, aqui tendo vivido momentos marcantes da sua formação, entre eles o dia do nascimento da Democracia em Portugal. A mostra procura, por isso, refletir as memórias, afetos e referências que ligam o artista a esta cidade e à região.

A exposição “Beja: Policromias da Memória e do Sonho” estará patente ao público no Clube UNESCO Beja a partir de 14 de novembro de 2025, com entrada livre.

As obras apresentadas, maioritariamente aguarelas, retratam alguns dos recantos mais emblemáticos de Beja, destacando a sua identidade histórica, cultural e humana. O autor sublinha a importância da cidade enquanto centro agregador de gentes e tradições, marcada por séculos de história, pelo património arquitetónico, pelo Cante Alentejano e pelo legado de figuras ilustres como Soror Mariana Alcoforado, Catarina Eufémia, Mário Beirão ou Manuel da Fonseca. Ao mesmo tempo, reconhece um certo esquecimento que paira sobre a região, que esta exposição pretende contrariar através da valorização da sua memória coletiva.

Manuel Maria Feio Barroso tem dividido a sua vida entre Lisboa, Espanha e o Alentejo, com um percurso profissional ligado à educação, à cultura e ao ensino da língua portuguesa no estrangeiro. Frequentou o curso de pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, participou em diversas exposições individuais e coletivas e tem obras em coleções particulares em vários países. Apesar de nunca ter assumido formalmente uma atividade artística continuada, desenvolveu um percurso consistente na pintura e escultura, sendo autor de peças públicas, como a escultura mural Fénix no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alvito. A exposição procura, assim, ser um tributo à cidade, aos seus habitantes e à memória que continua a unir quem fez de Beja o seu lugar de pertença.

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