Tribuna Alentejo
untitled_design_69
Ciência

ACAL É MADE IN ALENTEJO

São jovens, dinâmicos e em comum têm o gosto pela ciência. Desta união nasceu a ACAL – Associação para a Ciência do Alentejo Litoral, que tem como finalidade difundir o conhecimento científico e tecnológico, bem como a prática da Ciência, pelo Alentejo Litoral. Falámos com a presidente desta associação, Rita Balbino, e ficámos a conhecer um pouco mais sobre o que motiva tantas pessoas a dedicarem-se a este projeto.

Tribuna Alentejo – A ACAL é uma associação constituída recentemente. O que uniu este grupo de pessoas em torno deste projeto? Já era um desejo antigo criar esta associação?

Rita Balbino – A hipótese de criar um projeto que ajudasse a difundir o conhecimento científico e a prática das ciências surgiu há cerca de dois anos, numa conversa, entre amigos, com interesse comum no desenvolvimento do território e na valorização das pessoas da nossa região. Foi crescendo, desde então até agora, conquistando solidez, novas ideias e novos associados.

Tribuna Alentejo – Quem são as pessoas que fazem parte da associação? Quais as suas áreas, quais os seus interesses?

Rita Balbino – Os sócios fundadores da ACAL são naturais do Alentejo Litoral, residem e trabalham nesta região. Profissionalmente estão ligados às áreas da Educação, Ciências Naturais, Engenharia, Sociologia, Gestão e Marketing e Desenvolvimento do Território. Partilham o interesse pela Educação Formal (realizada nas escolas e nas universidades), pela Educação não Formal da população geral e pugnam pelo desenvolvimento desta região.

Tribuna Alentejo – Sentem que ainda há no Alentejo um longo caminho a percorrer no que respeita a difusão do conhecimento científico e tecnológico?

Rita Balbino – Ainda há muito caminho para trilhar e haverá sempre pois o conhecimento científico e tecnológico é mutável, dinâmico e está sempre na linha da frente do desenvolvimento humano. É a articulação e a aproximação entre esse conhecimento (às vezes tão distante do cidadão comum) e as pessoas que nós pretendemos fazer.

Tribuna Alentejo – Em termos gerais quais são os grandes objetivos da associação?

Rita Balbino – Os grandes objetivos da nossa associação passam por implementar projetos e ações de intervenção que visem a divulgação do conhecimento científico e tecnológico; estimular, nos alunos do Alentejo Litoral, o gosto pela prática das Ciências e das Tecnologias; facultar, aos docentes das áreas das Ciências e das Tecnologias, a oportunidade de atualizar e melhorar os seus conhecimentos podendo, desta forma, proporcionar aos seus alunos um ensino de maior qualidade e melhorar a literacia científica e tecnológica das crianças, jovens e adultos residentes nos cinco concelhos do Litoral Alentejano.

Tribuna Alentejo: A criação da ACAL foi secundada por alguma entidade do Alentejo Litoral ou teve algum tipo de apoio facilitador da sua instalação no território?

Rita Balbino – Quando decidimos criar a Associação para a Ciência do Alentejo Litoral consideramos ser prudente ouvir alguns conselhos de outras associações com trabalho reconhecido no Alentejo Litoral. Reunimos com a CIMAL, com a ADL e com a TAIPA. Todas estas associações tiveram a amabilidade de partilhar experiências e de nos aconselhar em áreas diversas.

Relativamente à instalação física no território, tanto o Presidente da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros (Grândola) como o município de Odemira mostraram disponibilidade para acolher a nossa sede, contudo, por motivos logísticos, acabamos por ficar sediados no Cercal do Alentejo (Santiago do Cacém) num espaço amavelmente cedido pela direção do Juventude Cercalense.

Tribuna Alentejo – De que forma pensam em despertar os mais jovens para estas temáticas? Têm programas para escolas ou algum espaço em que este interesse possa ser promovido?

Rita Balbino – Pretendemos estabelecer parcerias com as escolas dos cinco concelhos do Alentejo Litoral (Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira) desde o pré-escolar até ao ensino superior, abrangendo o ensino público (regular e profissional) e o ensino privado. Os projetos passam por aproximar os cientistas das escolas, facultando a atualização dos estudantes, através do contacto com os investigadores e com os trabalhos que os mesmos se encontram a desenvolver atualmente. Estamos também a trabalhar para trazer à nossa região uma mostra de projetos de índole científica e tecnológica e das opções, existentes a nível nacional, para prossecução de carreiras ligadas às ciências e às tecnologias. Outras das vertentes será a atribuição de prémios e/ou distinções para trabalhos científicos e tecnológicos que valorizem os nossos recursos naturais e/ou apresentem soluções para a resolução de problemas existentes no Alentejo Litoral.

Tribuna Alentejo – E a comunidade em geral? De que forma podem as pessoas participar nas atividades desenvolvidas pela associação?

Rita Balbino – A nossa intenção é intervir na comunidade, ao nível da Educação não Formal, facultando aos residentes do Alentejo Litoral (e aos turistas que nos visitam) o contacto com a Ciência. Incrementar a literacia científica da comunidade implica não só a aquisição de conhecimentos no domínio das ciências mas também a sua aplicabilidade ao quotidiano de cada um. Os órgãos de comunicação social regionais (rádios, jornais) serão bom aliados neste nosso desígnio, assim como as associações que dinamizam a comunidade, com a quais contamos, para nos ajudar a veicular esses conhecimentos.

Tribuna Alentejo – Onde imaginam esta associação daqui a 10 anos? Qual será o seu contributo para um Alentejo mais científico e tecnológico?

Rita Balbino – Daqui a 10 anos imaginamos a ACAL a continuar a trabalhar pela difusão da cultura científica no Alentejo Litoral, num território já mais conhecedor do valor que a ciência tem no crescimento de uma região e no desenvolvimento pessoal dos seus cidadãos.

Tribuna Alentejo – Para quem quiser entrar em contacto com esta associação, qual a forma mais fácil de o fazer?

Rita Balbino – Através do [email protected]. Mas também podem fazer-nos uma visita através do nosso perfil do facebook, que pode ser visto aqui.

Imagem de capa fornecida pela entrevistada.

Artigos relacionados

Aquecimento global vai ter impacto severo nas vinhas. Plansel lança livro científico sobre “Castas do Futuro”

Redação Alentejo

Alfarrobeira pode vir a ser uma grande cultura no Alentejo. Primeiros resultados de investigação da Universidade de Évora demonstram que sim

Redação Alentejo

Universidade de Évora alerta que alterações climáticas estão a empurrar a lampreia, o sável e a enguia para o norte da Europa

Redação Alentejo

Dois investigadores de Portalegre na lista dos 2% mais influentes do mundo

Redação Alentejo

Invasão de alga asiática em Sines está a destruir espécies locais e a fazer desaparecer peixe e polvo

Redação Alentejo

Monsaraz vai simular Marte em Abril de 2027

Redação Alentejo