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Ambiente

2 milhões de euros para combater a mais temida bactéria dos agricultores

O concurso financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural tem disponíveis dois milhões de euros para investimentos em viveiros para prevenção da contaminação pela bactéria Xylella fastidiosa, a bactéria que pode ter consequências dramáticas no Alentejo, "onde estão concentradas dezenas de milhões de oliveiras, amendoeiras e outras árvores de fruto que são o habitat ideal para a propagação de uma praga que já preocupa os olivicultores alentejanos, sobretudo os que exploram grandes áreas de olival intensivo e superintensivo".

A sua propagação está a ameaçar cerca de 60 milhões de oliveiras na Andaluzia, onde, 37% da população depende da fileira do azeite e é comparada à filoxera que se espalhou por quase toda a Europa no século XIX e arruinou a vinha europeia.

Este concurso lançado pelo governo apoia a construção de estruturas de proteção em viveiros de plantas de espécies ornamentais, de fruteiras e de videiras suscetíveis à Xylella fastidiosa e destina-se a projetos com um valor mínimo de investimento total elegível superior a cinco mil euros, sendo os apoios concedidos a fundo perdido até ao limite de oitenta mil euros por beneficiário.

As imposições comunitárias aplicadas na erradicação da bactéria implicam um cordão sanitário com uma área mínima de 10 quilómetros em redor da área afetada e a eliminação de todas as plantas e das suas raízes num raio de 100 metros onde tiver sido detetada a bactéria, como impede novas culturas naquela zona num espaço de 3 a 4 anos, medidas drásticas que já estão a ser implementadas em 12 focos identificados nas amendoeiras de Alicante.

Esta bactéria terá já destruído 15 000 amendoeiras nas ilhas espanhola de Maiorca e Ibiza no últimos dois anos e há 5 anos afetou cerca de 3 milhões de oliveiras em Apúlia, na Itália.

 

Imagem de capa de Vida Rural.

 

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