Tribuna Alentejo
ana-godinho
Negócios e Empresas

16 municípios alentejanos aderem a rede de espaços para teletrabalho

O Governo assina hoje, quarta-feira, mais uma série de protocolos com 31 câmaras para aumentar o número de municípios com espaços para teletrabalho ou trabalho remoto, que passam a ser 88. No Alentejo, juntam-se a este protocolo Odemira, Serpa, Vidigueira, Chamusca, Coruche, Castelo de Vide, Avis, Crato, Elvas, Fronteira, Nisa, Borba, Moura, Gavião, Viana do Alentejo e Castro Verde.

De acordo com a Renascença, a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, afirma que este “é um programa conjunto entre Ministério do Trabalho, Ministério da Coesão, Ministério da Administração Pública no sentido de criar condições para promover a fixação e a atração de trabalhadores para os territórios de baixa densidade com o objetivo de termos cada vez mais instrumentos para que esta fixação aconteça”.

Assim, nestes espaços de “cowork” (em que podem trabalhar no mesmo espaço pessoas de várias empresas, funcionários públicos e trabalhadores por conta própria), é possível ter acesso à internet, computadores, impressoras e sistemas de videochamadas para reuniões à distância.

“O objetivo do programa é abranger todo o tipo de trabalhadores e cria condições para desenvolvimento de trabalho remoto, garantido que há um espaço de trabalho separado do espaço familiar”, acrescenta a ministra.

O acesso a estes espaços é gratuito, mas implica inscrição no município. “São os municípios que erem estes espaços a nível local”, diz Ana Mendes Godinho, que remete também para as câmaras a responsabilidade pela divulgação.

Note-se que este programa de apoio ao teletrabalho no interior faz parte de uma outra medida de apoio chamada “Programa Interior+”, que foi criado em agosto de 2020 e que pretende incentivar os jovens a fixarem-se nos territórios de baixa densidade populacional.

O apoio inicial a quem pretenda mudar-se para o interior pode ir até aos 4800 euros.

Segundo Ana Mendes Godinho, esta medida já recebeu 460 candidaturas, abrangendo um total de 820 pessoas. “É interessante ver que destas candidaturas, cerca de 68% são relativas a trabalhadores com contratos de trabalho por conta de outrem e cerca de 28% são pessoas que criaram o seu próprio emprego no interior, ao longo destes meses”, diz ainda a ministra.

Em termos regionais, a maior parte destes processos de mobilidade são relativos a trabalhadores que se deslocam de Lisboa para a região Centro. “A região Centro tem 23% do total, seguida do Alentejo, com 20% das pessoas e 12% para o norte”, divulga a ministra, acrescentando que 62% dos candidatos já aprovados têm ensino superior mais de metade são jovens até aos 34 anos.

 

Fotografia de portugal.gov.pt

Artigos relacionados

Rita Nabeiro, da Adega Mayor, é a terceira mulher mais poderosa do turismo, hotelaria e vinhos

Redação Alentejo

Queijaria das Romãs, de Vendas Novas, vence Melhor Queijo de Portugal 2026

Redação Alentejo

Obras de modernização dos acessos ao Porto de Sines já arrancaram. Investimento na requalificação é superior a 3 milhões de euros

Redação Alentejo

Economia nacional com alívio na dívida pública mas pressão nos juros da habitação e nas contas externas

Redação Alentejo

Negócio que ia colocar Refinaria de Sines nas mãos de espanhóis cai. Galp e Moeve não chegaram a acordo

Redação Alentejo

Saída da Microsoft de projeto britânico não afeta expansão em Sines

Redação Alentejo