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Ambiente

A vespa asiática está no Alentejo

Surgiram, nas redes sociais, relatos e evidências de que a vespa asiática – ou velutina – já chegou ao concelho de Mora, no Alentejo.

A Velutina tem 5 x mais veneno do que uma vespa normal e propaga-se com muita facilidade, devendo, em caso de avistamento avisar as autoridades.

Esta espécie é um ameaça para os apicultores por predadora, matando os enxames de abelhas comuns e impedindo a polinização e a produção de mel, mas é também uma ameaça para a saúde pública, pois são muito agressivas, sendo capazes de fazer perseguições superiores a uma centena de metros e 20 a 25 picadas desta espécie são suficientes para matar um adulto saudável e não alérgico.

O primeiro registo da presença desta vespa em Portugal data de 2011, em Viana do Castelo, e, um ano depois, eram já cerca de 60 os ninhos confirmados no Alto Minho. No final de 2015 havia registo de 1215 vespeiros, espalhados por Braga e Vila Real e, posteriormente, houve registos desta vespa no Porto (já são pelo menos oito centenas), Coimbra, Aveiro, Guarda, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Viseu, no Alentejo (sobretudo em Gavião, Portalegre) e no Algarve.

De acordo com o Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, os prejuízos na indústria do mel eram estimados em cerca de 5 milhões de euros e a presença desta espécie justifica mesmo um plano de ação para a vigilância para controlo da vespa velutina.

Para quem avista um ninho de vespa asiática, o procedimento adequado será o de dar nota do avistamento à plataforma online SOS Vespa do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, pelo 808 200 520, à Protecção Civil, que procurará intervir durante a noite, quando todas as vespas estão no ninho, ensacando-o e incinerando-o.

A velutina (Vespa velutina nigrithorax) espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera) é proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia e o seu primeiro registo na Europa deu-se aquando da sua introdução involuntária, em 2004 no território francês. Em 2010 já havia registos em Espanha, e em 2011 em Portugal e Bélgica; em 2012 já estava em Itália.

     

     

    Imagem de ondalivrefm.net

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