Tribuna Alentejo
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Alentejo Central

Laboratório alentejano está a ajudar na conservação e restauro das telas de Munch

Irina Sandu, cientista da conservação do Museu Munch, convidou a equipa do Laboratório HERCULES, da Universidade de Évora, a colaborar no trabalho de preservação das obras de Munch. Desde 2018, os investigadores portugueses cooperam para desenvolver metodologias de conservação e restaurar algumas das telas do pintor.

Segundo a National Geographic, que dá destaque à intervenção da equipa alentejana em Oslo, a vida pessoal de Edvard Munch foi particularmente traumática. Aos 5 anos, o futuro pintor perdeu a mãe e, oito anos depois, uma irmã. Uma segunda irmã foi internada brevemente num asilo psiquiátrico, completando uma sucessão dramática de eventos que deixou uma marca na sua arte, onde se encontram referências constantes a temas ligados às emoções negativas. Títulos como “Melancolia”, “Amor e Dor” ou “Ansiedade” são sugestivos do sombrio perfil psicológico do artista, mas o exemplo maior, naturalmente, é “O Grito”, a sua obra-prima, pintada sobre cartão e da qual existem quatro versões. Uma delas foi vendida pela leiloeira Sotheby’s em 2012 por um valor recorde de 106,7 milhões de euros!

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