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Curiosidades

Forbes destaca trilhos naturais e acessíveis no Alentejo

A revista Forbes voltou a colocar o Alentejo no mapa internacional, ao destacar três trilhos pedestres atmosféricos e familiares como experiências imperdíveis para quem procura tranquilidade, biodiversidade e paisagens de cortar a respiração.

No artigo publicado a 12 de novembro de 2025, a jornalista Jeanine Barone sublinha que, embora Lisboa e Porto concentrem a maioria dos turistas, é no Alentejo que se encontram verdadeiros “tesouros” naturais, acessíveis, educativos e ligados à história e à sustentabilidade da região.

Entre os trilhos referidos está o Passadiço da Serra d’Ossa, próximo de Redondo, que é descrito como um percurso curto, mas rico em diversidade paisagística e espiritualidade. Com passagens por jardins antigos, muros de pedra, árvores aromáticas e um poço natural para banhos, este trilho revela o legado dos monges eremitas que ali viveram em harmonia com a natureza.

Rui Mataloto, arqueólogo local que é citado no artigo, destaca que “os visitantes devem ter em mente que estas paredes incorporam todo o conhecimento e respeito dos monges pela vida na natureza e em harmonia com ela. Estes jardins eram um local de trabalho e contemplação”.

Outro destaque vai para o PR1 O Grande Rio do Sul, no Parque Natural do Vale do Guadiana, perto de Mértola. Segundo a Forbes, este trilho oferece uma imersão na biodiversidade da região, com aves raras, borboletas, lavandas e vestígios de antigas vias romanas. Nuno Roxo, guia local, salienta o contraste entre a aparente aridez inicial e a riqueza ecológica que se revela ao longo do percurso, convidando à contemplação e ao conhecimento profundo do território.

Por fim, o trilho do Parque Ecológico do Gameiro, junto à Ribeira da Raia, é apontado como ideal para famílias e visitantes de todas as idades. Com passadiços em madeira, zonas de piquenique, praia fluvial e proximidade ao Fluviário de Mora, este percurso alia lazer, educação ambiental e observação de espécies aquáticas e terrestres.

Luísa Vacas de Carvalho Sousa, bióloga e diretora técnica do Fluviário, destaca a tranquilidade do local e a riqueza da paisagem sonora, marcada pelo canto de mais de 40 espécies de aves.

 

Fotografia de forbes.com

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