A Adega Fitapreta, em Évora, foi considerada o melhor enoturismo de Portugal pelo Prémio Nacional do Enoturismo, da Associação Portuguesa de Enoturismo (APENO).
De acordo com o jornal Expresso, o Paço do Morgado de Oliveira, fundado no ano de 1306, é a casa da adega Fitapreta e encontra-se inserido numa área com cerca de 100 hectares, onde há também vinhas e onde foi descoberta aquela que se crê ser a adega mais antiga de Évora.
Para além da viticultura, da produção e de várias provas de vinhos, a Adega Fitapreta proporciona também, desde o início do ano, uma experiência gastronómica ligada à história daquele local. A Cozinha do Paço, liderada pelo chef madeirense Afonso Dantas, parte dos vinhos para a elaboração de cada prato. Ali, há espaço para a história do paço e para a presença de produtos alentejanos.
O vinho marcou, assim, o arranque do restaurante de fine dining, na antiga cozinha do edifício que data do século XIV, recuperado pelo enólogo e produtor António Maçanita, com a ajuda de uma equipa composta por arqueólogos e historiadores. Agora, é a “casa” de uma nova aventura.
O espaço conta com consultoria de Manuel Maldonado, do 100 Maneiras. Os pratos do menu de degustação foram desenhados para um pairing de vinhos específicos da marca – as referências foram selecionadas a partir da biblioteca de António Maçanita, encontrando-se muitas delas já fora da rota comercial.
Tudo isto faz parte da identidade daquele que foi agora reconhecido como o melhor Enoturismo de Portugal, na 4.ª edição do Prémio Nacional do Enoturismo, que se realizou na Quinta do Castelo, em Nelas, na passada sexta-feira (30), e que procurou premiar os melhores projetos, empresas e práticas de enoturismo a nível nacional em 15 categorias.
Nas restantes categorias, os premiados foram Cave Lusa (Melhor Enoturismo Urbano), Luísa Rebelo – Torre de Palma (Melhor Profissional), Monverde Wine Experience Hotel – Quinta da Lixa (Melhor Estadia), Quinta do Quetzal (Melhor Restaurante), David Jesus – L’AND Vineyards (Melhor Chef de Cozinha), Sílvia Gomes – WOW (Melhor Sommelier), Quinta da Vacaria – Sala Vintage (Melhor Sala de Provas), Pipadouro (Melhor Empresa de Turismo), Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito (Melhor Projeto Inclusivo), Herdade da Malhadinha Nova (Melhor Projeto Sustentável), Quinta da Aveleda (Melhor Loja), Quanta Terra (Melhor Arte e Cultura), Yon Wine (Melhor Inovação e Tecnologia) e Ventozelo Hotel & Quinta (Melhor Hospitalidade).
A APENO atribuiu ainda Prémios de Mérito e Incentivo a Andreia Freitas, da Quinta do Crasto, Eduardo Ferreira, da Lavradores de Feitoria, Susana Pinho, da Quinta Nova da Nossa Senhora do Carmo, e Zélia Reis, da Symington.
As decisões foram tomadas por um painel com mais de 250 jurados, entre os quais se encontravam reconhecidos jornalistas das áreas do vinho e do turismo, entidades oficiais do setor, sommeliers, chefs de cozinha e associados da APENO. Os organismos oficiais votaram em regiões que não a sua, enquanto os profissionais e os associados votaram em pessoas e projetos alheios, explica a APENO, em comunicado citado pelo jornal.
O Prémio Nacional do Enoturimo é um evento que conta com a organização da APENO.
Fotografia de visao.pt
