A ampliação do Centro de Estudos Geológicos e Mineiros do Alentejo (CEGMA), na vila de Aljustrel, é “um investimento público que pode ajudar a criar riqueza”, disse a secretária de Estado da Energia, Maria João Pereira.
Segundo a agência Lusa, a governante falava na cerimónia de inauguração do projeto CEGMA 2.0, em Aljustrel, na segunda-feira. “Aqui está um exemplo de um investimento público que pode ajudar a criar riqueza para a região e para o país, acrescentando valor aos nossos recursos geológicos e ajudando a atrair novos investimentos”, frisou.
O seu objetivo foi dotar o “campus” do LNEG em Aljustrel “de meios avançados de investigação, facilitando o desenvolvimento de novos projetos em geologia e prospeção mineral”, assim como contribuir “para o desenvolvimento sustentável da região do Alentejo e da Faixa Piritosa Ibérica”.
Na opinião da secretária de Estado da Energia, o projeto “visa apoiar a atividade extrativa, em particular no sul do país e não só, e promover a investigação científica aplicada a recursos geológicos”.
“Esta ampliação permite aumentar a capacidade dos arquivos de amostras minerais e mapas, mas também a capacidade analítica e de processamento de rochas e minerais”, o que facilita “o desenvolvimento de novos projetos em geologia e prospeção mineral”, acrescentou a governante.
Maria João Pereira defendeu ainda ser necessário que o “campus” do LNEG em Aljustrel seja “um polo de desenvolvimento e cooperação com o sistema de ensino superior e científico”.
“Se queremos desenvolver cadeias de valor e internalizar esse valor gerado, precisamos de ter um sistema de ensino desenvolvido, com capacidade de gerar recursos humanos altamente qualificados e capacidade de inovar com base num sistema científico forte”, justificou.
O projeto CEGMA 2.0 permitiu ao LNEG ampliar o edifício de apoio e a litoteca de Aljustrel, assim como “a integração de energias renováveis” no espaço, “visando uma melhor eficiência energética das instalações”.
O investimento possibilitou ainda equipar o espaço “de meios analíticos e de processamento de rochas e minerais, favorecendo a aplicação de técnicas de datação de rochas, de estudos de geoquímica, de petrografia e de cartografia geológica, geoquímica e geofísica”.
Com as obras foi também possível “ampliar a capacidade de arquivo do LNEG e melhorar a preservação e acesso ao seu espólio científico, que inclui, atualmente, mais de 500 sondagens de prospeção, cerca de 600.000 amostras de solos, sedimentos de corrente, rochas e minérios e mais de 18.000 mapas temáticos”.
Fotografia de portugal.gov.pt
