Beja surge em destaque no mais recente relatório do índice de preços do idealista, que revela que os preços das casas em Portugal subiram 6,8% em 2025, atingindo um novo máximo histórico. Na capital do Baixo Alentejo, o valor da habitação aumentou 20% em termos anuais, colocando Beja entre as cidades com maiores subidas do país, a par de Santarém e Setúbal. Apesar da forte valorização, Beja continua a integrar o grupo das capitais de distrito com preços mais acessíveis.
De acordo com os dados divulgados a 2 de janeiro de 2026, comprar casa em Portugal custava, em dezembro de 2025, uma mediana de 3.019 euros por metro quadrado. Em Beja, o preço situava-se nos 1.305 euros/m², valor inferior à média nacional, mas que reflecte uma tendência de crescimento consistente do mercado imobiliário local. Esta evolução acompanha o comportamento registado noutras cidades do interior, onde a procura tem aumentado de forma mais acentuada nos últimos anos.
No contexto distrital, Beja registou uma subida anual de 8,9%, posicionando-se entre as valorizações mais moderadas quando comparada com outros territórios. Ainda assim, o distrito mantém-se entre os mais baratos do país, com um preço mediano de 1.316 euros/m². A nível regional, o Alentejo apresentou uma valorização anual de 14,3%, sendo uma das regiões com maior crescimento, apenas atrás dos Açores e da Madeira.
Em termos nacionais, Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com 5.995 euros/m², enquanto o distrito de Lisboa lidera igualmente no ranking distrital, com 4.573 euros/m². O relatório confirma, assim, uma dinâmica de crescimento generalizado dos preços da habitação, com especial impacto em cidades médias e capitais de distrito como Beja, onde a valorização tem sido mais expressiva, apesar de os valores absolutos se manterem abaixo dos grandes centros urbanos.
