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Ambiente

BACTÉRIA AMEAÇA “ARRASAR” OLIVAL ALENTEJANO

Chama-se Xylella fastidiosa, é uma bactéria identificada o mês passado em Alicante e que deixou em pânico os agricultores espanhóis. O impacto desta bactéria repercute-se em quebras drásticas de produção e é visível por causar necroses nas folhas das árvores, sejam amendoeiras, oliveiras e citrinos e mesmo a vinha.

A sua propagação está a ameaçar cerca de 60 milhões de oliveiras na Andaluzia, onde, segundo o jornal O Público de hoje, numa peça assinada por Carlos Dias, 37% da população depende da fileira do azeite e é comparada à filoxera que se espalhou por quase toda a Europa no século XIX e arruínou a vinha europeia.

As imposições comunitárias aplicadas na erradicação da bactéria implicam um cordão sanitário com uma área mínima de 10 quilómetros em redor da área afetada e a eliminação de todas as plantas e das suas raízes num raio de 100 metros onde tiver sido detetada a bactéria, como impede novas culturas naquela zona num espaço de 3 a 4 anos, medidas drásticas que já estão a ser implementadas em 12 focos identificados nas amendoeiras de Alicante.

Esta bactéria terá já destruido 15 000 amendoeiras nas ilhas espanhola de Maiorca e Ibiza nos último 9 meses e há 4 anos afetou cerca de 3 milhões de oliveiras em Apúlia, na Itália.

No Alentejo, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) está a fazer o controlo das oliveiras para sinalisar eventuais contágios mas os produtores reclamam por apoio governamental para controlar e prevenir a doença. Para já o alerta obriga a estar atento aos sintomas da presença da bactéria.

Imagem de capa de cartuxa.pt.

 

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