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Ambiente

Alvito desiste dos Ecopontos e lança recolha seletiva de resíduos porta-a-porta

Trata-se de um projeto piloto da Associação de Municípios do Alentejo Central, que vai recolher resíduos porta-a-porta em Alvito, no Baixo Alentejo e que pretende assim aumentar a quantidade de materiais recicláveis. O projeto prevê uma viatura preparada para a recolha porta-a-porta e inclui também a distribuição pelos munícipes de equipamentos para a separação de embalagens (plásticas e metálicas) e de papel/cartão, e recolha em dias de semana e horários pré-definidos.

O município tem já agendadas a 12 e 14 de novembro duas sessões de esclarecimento com a população, para explicar como vai funcionar o novo sistema.

Portugal comprometeu-se a atingir a meta de 50% de reciclagem em 2020 mas com o cenário atual, com a reciclagem abaixo dos 36%, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, será difícil a atingir tal feito, excepto se se der uma "alteração radical" de políticas e medidas, "apostando na recolha porta-a-porta e numa taxa que desincentive incineração e aterro", como defende  a Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, que não acredita na solução dos ecopontos e é parceira da iniciativa em Alvito.

Para além disso "não há incentivo a quem seleciona o lixo porque não é possível contabilizar a quantidade de lixo gerada por cada munícipe e, assim, cobrar apenas pela quantidade de lixo, logo os cidadãos que separam não têm nenhuma vantagem perante os que não separam. Com a recolha seletiva porta-a-porta, todo o cenário muda".

O sistema de recolha porta a porta é conhecido pela maior quantidade de recicláveis que entram nos sistemas e são encaminhados para a reciclagem, evitando a deposição em aterro ou a queima.

 

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