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Alentejo Central

Alentejo perde Camol d’Évora, mestre das artes plásticas

Camol d’Évora, nome artístico de Sebastião Mendes Francisco, morreu esta terça-feira, aos 80 anos.

Segundo a Diana FM, o comunicado dirigido a amigos, ex‑alunos e familiares destacou a sua ligação afetiva e criativa ao Alentejo, região que considerava a sua maior fonte de inspiração.

Assim, Camol d’Évora “deixa muitas memórias pelas ruas que percorreu, por Angola, Brasil e especialmente pelo seu querido Alentejo. A maior fonte de inspiração para a sua arte”.

Ao longo de décadas, Camol d’Évora construiu uma carreira multifacetada, descrevendo-se como escultor, pintor, crítico de arte e professor de pintura, assumindo-se também como “cidadão do mundo”.

A sua vida profissional começou no Brasil, ligada à indústria têxtil, e estendeu-se por vários continentes.

Em Angola, desempenhou um papel relevante no panorama artístico local. Foi cofundador do Grupo Cunene, coletivo de artistas angolanos, e integrou o Grupo de Artes Plásticas José Malhoa, que reunia criadores angolanos e portugueses num período de intensa troca cultural.

De regresso a Portugal, fixou-se em Évora, onde manteve um atelier e uma escola de arte.

 

Fotografia de facebook.com

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