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Alentejo Central

Adjudicação do novo Hospital Central do Alentejo em Évora feita até ao final do ano

O presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo garantiu, na Assembleia da República, que a adjudicação do novo hospital de Évora vai ocorrer até ao final do ano, admitindo uma reprogramação para tentar aumentar o financiamento comunitário.

As declarações de José Robalo, citadas pela Lusa, surgiram no âmbito da audição requerida pelo PCP na Assembleia da República, onde o responsável foi ouvido pela Comissão de Saúde sobre o processo de construção do futuro Hospital Central do Alentejo, sobre o surto de covid-19 no lar de Reguengos de Monsaraz, e sobre a demora na reabertura de algumas extensões de saúde.

Recorde-se que o processo de construção do novo Hospital Central do Alentejo, que deverá estar concluído em 2023 e que envolve um montante total superior a 180 milhões de euros, tem sido alvo de críticas devido aos atrasos na adjudicação da obra.

Confrontado pelos deputados, José Robalo explicou que a demora se deveu a uma “diferença em relação ao cronograma financeiro que a ARS tinha projetado” e aos efeitos da pandemia, mas garantiu que o processo vai ficar concluído até ao final do ano.

O responsável acrescentou que “o que posso garantir é que a adjudicação será feita até ao final do ano e depois será enviada para o Tribunal de Contas. É isso que eu posso garantir neste momento”, afastando qualquer cenário de “regresso à estaca zero”.

O presidente da ARS do Alentejo referiu ainda que está a ser feita uma reprogramação da obra para que se possa obter um financiamento comunitário superior ao previsto (40 milhões), diminuindo o contributo nacional no investimento. Contudo, o responsável ressalvou que este processo é paralelo ao da adjudicação e que “não existe interferência”.

O Hospital Central do Alentejo, a construir na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.

Esta futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas. A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

 

Fotografia de healthnews.pt

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