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31 projetos arqueológicos receberam apoio financeiro extraordinário

As 31 candidaturas na área de arqueologia, apresentadas para um “apoio financeiro extraordinário”, foram todas aprovadas, num total de 199 580 euros, anunciou esta segunda-feira a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a DGPC afirma que o concurso anunciado em agosto disponibilizou, a “fundo perdido”, uma verba total de 200 mil euros. Todavia, no seu conjunto, as 31 candidaturas recebidas envolviam um total de 289 813,03 euros.

“A decisão da percentagem de financiamento a cada projeto teve em consideração” critérios como a “avaliação atribuída ao projeto pelo Painel Nacional de Avaliação”, o “cumprimento pelo investigador responsável de obrigações definidas no Regulamento de Trabalhos Arqueológicos (RTA)”, a “elegibilidade das despesas propostas” e a “conformidade das despesas com o projeto aprovado”, justifica a DGPC.

O teto máximo atribuído foi de dez mil euros, para o qual foram escolhidos os projetos “Perdigões: apogeu e crise de um grande recinto de fossos. 2019-2023”, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, sob a responsabilidade do arqueólogo António Valera, e “Ocupação Humana Plistocénica nos Ecótonos do rio Lis – Segunda fase. 2021-2025”, da responsabilidade de Telmo Jorge Ramos Pereira, ambos financiados a 100%.

Dos 31 projetos, dez foram apoiados a 100%, com valores acima dos nove mil euros. Entre eles estão o de Valorização das Ruínas Romanas de Tróia, no distrito de Setúbal, sob orientação de Maria Inês Vaz Pinto; “Abrigo do Lagar Velho e os primeiros humanos modernos do extremo ocidental europeu. 2018-2021”, sob responsabilidade científica de Joan Daura Lujan, no vale do Lapedo, Leiria; e “Muçulmanos e Cristãos: Território e identidades em mudança. 2018-2022”, em Cacela, de Cristina Alexandra Tété Garcia, no distrito de Faro.

No mesmo comunicado, a DGPC garante que vai “promover anualmente um concurso para financiamento de Projetos de Investigação Plurianual em Arqueologia”. Deste modo, a DGPC “pretende que o apoio financeiro à investigação arqueológica decorra no âmbito de procedimento concursal público e universal, com periodicidade regular anual, assente em regras de funcionamento previamente definidas e claras, garantindo a estabilidade e a previsibilidade necessárias ao planeamento, programação e implementação de projetos de investigação arqueológica em Portugal”.

Para esse fim, encontra-se já “em curso” a “definição do respetivo modelo regulamentar e de funcionamento, no âmbito das atividades do Grupo de Trabalho ‘Estratégia Nacional para a Arqueologia'”.

 

Fotografia de troiaresort.pt

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