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Alentejo sob aviso amarelo devido ao frio

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que já tinha colocado todos os distritos de Portugal Continental sob aviso amarelo devido ao frio, estendeu este aviso para oito destes distritos até à próxima quinta-feira, dia 26, noticia a agência Lusa, que adianta ainda que os outros 10 distritos se encontram sob aviso amarelo até quarta-feira.

Assim, a persistência de baixas temperaturas mínimas deixa os distritos de Beja, Évora, Portalegre, assim como os de Bragança, Castelo Branco, Guarda, Vila Real e Viseu, sob aviso amarelo até às 06:00 da próxima quinta-feira.

Porto, Faro, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga são os distritos que estão sob aviso amarelo até às 07:00 de quarta-feira, dia 25.

O IPMA emite o aviso amarelo sempre que se verifique risco para determinadas atividades que dependam da situação meteorológica.

Segundo o IPMA, citado pela Lusa, o tempo frio, que se prevê que se mantenha até ao final desta semana, é causado por um anticiclone localizado no norte da Europa, que se estende até ao Atlântico e que transporta “uma massa de ar frio continental para a Península Ibérica”.

No dia de hoje, as temperaturas mínimas variam entre os 0 e os 5 graus Celsius, sendo os valores mais baixos registados no interior Norte e Centro, que vão ter temperaturas entre os 0.º e os -6.º.

Também vai haver uma descida das temperaturas máximas, estando previstos valores entre os 10.º e os 15.º na generalidade do território e entre os 5.º e os 10.º no interior Norte e Centro.

De forma a prevenir a população, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) deixou um alerta para os eventuais riscos provocados por esta situação meteorológica, como as “intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação em habitações onde se utilizem aquecimentos como lareiras e braseiras” e os incêndios que podem decorrer da “má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos”.

A ANEPC pediu também que seja tomada especial atenção às pessoas mais vulneráveis (crianças, idosos, indivíduos portadores de doenças crónicas e pessoas sem-abrigo), ao piso escorregadio, à possível formação de lençóis de água e de gelo e ao aumento do risco ligado ao tráfego rodoviário, devido à queda de neve nas vias e à formação de gelo.

O impacto de todos estes efeitos, entende a ANEPC, pode ser reduzido através da adoção de diversos comportamentos adequados, tais como evitar a exposição continuada ao frio e às mudanças de temperatura, a utilização de várias camadas de roupa, folgada e adequada à temperatura ambiente, a proteção das extremidades do corpo, o uso de calçado quente e antiderrapante e a ingestão de sopa e de bebidas quentes.

Deve também ser prestada especial atenção aos aquecimentos com combustão, como as lareiras e as braseiras, devido ao risco de intoxicações por acumulação de monóxido de carbono, que poderá levar à morte. Na sequência deste alerta, a ANEPC reforçou que as habitações devem ser adequadamente ventiladas, que a utilização de dispositivos de aquecimento durante o sono deve ser evitada, sendo aconselhável que estes sejam desligados antes de dormir, e que as tomadas e/ou as extensões elétricas não devem ser sobrecarregadas.

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