19 Janeiro 2017      15:35

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O TURISMO DO ALENTEJO EM VILA VIÇOSA

Segundo dados do INE e citados pelo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT-AR), António Ceia da Silva, o Turismo no Alentejo cresceu 12 a 13% em 2016 comparativamente a 2015, tendo em conta o aumento de dormidas. Notícias muito boas que vale a pena enaltecer. A ERT está de parabéns por toda a sua dinâmica que se traduziu em muito bons resultados para a região.

Mas estes resultados seriam impossíveis de se traduzirem, se não tivesse existido uma forte aposta na qualidade e na arte de bem receber de todos os agentes hoteleiros, empresários da restauração e ao enorme espólio patrimonial que o Alentejo oferece. É notório por exemplo em Évora, passearmos pelo centro histórico e vermos cada vez mais Pessoas a falar língua Estrangeira com uma máquina fotográfica na mão. Estes números são reveladores de uma estratégia pensada a longo prazo para o Alentejo, num sector de enorme competitividade.

Falando do meu Concelho, que melhor conheço. Pese embora, a Câmara Municipal de Vila Viçosa ter anunciado recentemente, com algum regozijo político, um aumento de 16% de visitas no Concelho, baseou-se num dado pouco interpretativo da realidade neste sector: nas visitas ao posto de turismo e não preocupando-se em conhecer a realidade de dormidas nas entidades hoteleiras do Concelho em 2015 e em 2016.                       

Digo isto, não que duvide do crescimento turístico em Vila Viçosa, mas porque acredito que tem um potencial enorme e que o aumento real do Turismo poderá ser bem maior, tendo em conta todo o turismo religioso, cultural e patrimonial e toda a oferta hoteleira e gastronómica que a terra de Florbela Espanca e de Catarina de Bragança tem para oferecer.                                                                                                                            

Mas para isso não basta o Município de Vila Viçosa “andar a reboque” do bom trabalho que a Fundação da Casa de Bragança tem desenvolvido e que as entidades hoteleiras e de restauração têm promovido. Tem que ir mais além. Não pode passar de uma Feira Medieval com grande êxito, para uma Feira Renascentista que por teimosia “saloia” demonstrou ser um fiasco.                                                                                             

Um Concelho que se candidata a património da humanidade da UNESCO, não pode ter um Conselho Municipal de Turismo regulamentado e aprovado, mas ao mesmo tempo desconhecer-se se reúne e que assuntos tem tratado. Tem que apostar fortemente na defesa e restauração do seu património. Bem como apostar com audácia em feiras como a BTL e não marcar presença apenas para distribuir flyer’s municipais. Deve ser aproveitado o bom trabalho que a ERT do Alentejo tem desenvolvido e com originalidade apresentar e divulgar programas que levem os operadores turísticos a trazerem mais Pessoas e a apostarem em Vila Viçosa.

Em parceria com todos os agentes locais e regionais, o Município de Vila Viçosa deve investir em um projecto (mínimo a 10 anos) com planeamento, estratégia, inovação e audácia para atrair operadores nacionais e estrangeiros que possam trazer Pessoas a visitarem todo o legado que os nossos antepassados nos deixaram.

Imagem de capa da visitportugal.com

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