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PATRICK MODIANO: O ÚLTIMO A SAIR DE CASA?

Patrick Modiano era um nome desconhecido para muitos quando em novembro de 2014 lhe atribuíram o Prémio Nobel da Literatura. Lamentavelmente incluía-me nesse grupo. Como sempre acontece nesses casos, a partir do galardão sucederam-se as edições e a descoberta tornou-se obrigatória. Chegou tarde, mas chegou pelo que os lamentos terminam aqui.

OS FILMES DE NATHANIEL DORSKY

Stills

Que filmes estes, e vimos apenas três sabendo desde logo da grande probabilidade de não voltar a ver mais nenhum.

Uma primeira pergunta logo que os começamos a ver: de onde estamos a olhar? – Ou então: para onde fomos levados? Para o topo de uma montanha. Não! Para um espaço intermédio, entre fronteiras apenas pressentidas.

NATURAL BORN KILLERS

NATURAL BORN KILLERS (1994) de Oliver Stone - [(Genes + Poder + Energia+Media+ Individualidade + Arbítrio + Sangue) / Hesitação]*∑ (Quase Tudo ∩ Quase Nada) = Um Pouco Menos do que Infinito (∞ -Φ)

ODES PARTE III

The Pale Fountains: Thank You

Sabe a Verão pelo ritmo doce e porque nos obriga a olhar para trás. Como todos sabemos, Verão só é Verão perante a memória dos que já passaram... É a única estação sem Presente ou Futuro. Enfim, exagero, sob condições especiais um certo Futuro pode ser entrevisto, mas de muito pouco vale. Nem como sonho. Nem como desejo...

 

Laurie Anderson: O Superman

Alguém que pergunta de onde vem o encantamento nas performances musicais de Laurie Anderson.

Arrisco a seguinte resposta:

ODES PARTE II

The Breeders

Duas manas, nem bonitas nem feias. Enfim, duas manas feiotas. Uma mulher que mais parecia um homem. E um homem que não se parecia com coisa nenhuma. Uma espécie de Pixies do avesso. O resultado nem sempre foi equilibrado – dir-se-ia que muito naturalmente. Mas por vezes conseguiram ser geniais. Outras ainda simplesmente perfeitos, ou perfeitas – pois os cérebros eram as manas –, como em Cannonball ou em No Aloha!

 

Sparks - La Dolce Vita (1979)

ODES PARTE I

Liz Fraser

Diz-se que uma vez por outra convém ceder aos sentimentos. Não sei se convém ou deixa de convir, mas sei o que vejo acontecer sempre que se ouve a voz de Elizabeth Fraser.

ORSON WELLES E “THE MAGNIFICENT AMBERSONS”

“The Magnificent Ambersons” (1942)

DEVENDRA E O REJUBILAR DA CONSCIÊNCIA

A todo o ser humano apto, i.e., ciente da sua funcionalidade, compete (e desde muito cedo) encontrar um caminho para a necessária distanciação que lhe permita sobreviver, num mundo onde quase tudo em quase todos os momentos o pode matar, com mais ou menos sobressaltos (consoante a parte do planeta onde lhe tenha cabido nascer). O caçador-recolector demasiado consciente da morte de que nunca verdadeiramente nos libertámos enquanto espécie.

ÍNDIOS E SOUTHERN COMFORT

Índios e “Southern Comfort” (1981), um filme de Walter Hill

 

De uma belíssima selecção de filmes sobre a presença do índio, em relação à qual nada deveria haver a acrescentar, foi, no entanto, dito o seguinte: Ou então, por se ter visto o Walter Hill lá no meio [Geronimo: An American Legend (1993)], colocar em qualquer parte algo que mostre o índio que remanesce, o colono resistente à civilização US of A. Falo de Southern Comfort (1981), do mesmo Walter Hill.

A NOVA CARNE: CARNE LIBERTADA

Videodrome (1983), de David Cronenberg

 

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