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ODES PARTE I

Liz Fraser

Diz-se que uma vez por outra convém ceder aos sentimentos. Não sei se convém ou deixa de convir, mas sei o que vejo acontecer sempre que se ouve a voz de Elizabeth Fraser.

ORSON WELLES E “THE MAGNIFICENT AMBERSONS”

“The Magnificent Ambersons” (1942)

DEVENDRA E O REJUBILAR DA CONSCIÊNCIA

A todo o ser humano apto, i.e., ciente da sua funcionalidade, compete (e desde muito cedo) encontrar um caminho para a necessária distanciação que lhe permita sobreviver, num mundo onde quase tudo em quase todos os momentos o pode matar, com mais ou menos sobressaltos (consoante a parte do planeta onde lhe tenha cabido nascer). O caçador-recolector demasiado consciente da morte de que nunca verdadeiramente nos libertámos enquanto espécie.

ÍNDIOS E SOUTHERN COMFORT

Índios e “Southern Comfort” (1981), um filme de Walter Hill

 

De uma belíssima selecção de filmes sobre a presença do índio, em relação à qual nada deveria haver a acrescentar, foi, no entanto, dito o seguinte: Ou então, por se ter visto o Walter Hill lá no meio [Geronimo: An American Legend (1993)], colocar em qualquer parte algo que mostre o índio que remanesce, o colono resistente à civilização US of A. Falo de Southern Comfort (1981), do mesmo Walter Hill.

A NOVA CARNE: CARNE LIBERTADA

Videodrome (1983), de David Cronenberg

 

AS IRMÃS BRONTË E O IRMÃO ENCOBERTO

(também por um filme esquecido de André Téchiné)

O ano de 1847 terá sido, como de resto todos, parco em milagres. Mas lá do ponto escondido e de dimensão mais do que provavelmente nula de onde eles vêm, houve lugar a um; um multiplicado por três: foi o ano da publicação de Wuthering Heights, Agnes Grey e Jane Eyre, da autoria de, respectivamente, Emily Brontë, Anne Brontë e Charlotte Brontë, as três manas Brontë.

LAURIE ANDERSON

Do Bowie restam cinzas. Resisti, prestei-me ao extravagante papel de senhor da alma que subitamente se perdeu e ficou sem rumo, até que o deixei ir. Teve de ser. Não é papel que me fique bem.

O ASSASSINATO DE LEE HARVEY OSWALD

Robert Jackson: O Assassinato de Lee Harvey Oswald por Jack Ruby (Prémio Pulitzer 1964)

Dizem que as imagens podem ser ilusórias. Que para o perceber basta fechar os olhos depois de ter lhes ter dado tempo suficiente para ver. Quem sabe se duplamente ilusórias, e assim a verdade que nos resta – Derradeira ironia. Seja como for, agora convém voltar a abrir os olhos.

11.21 horas, 24 de novembro de 1963…

Quem é o culpado?

STRANGER IN A STRANGE LAND – O LIVRO

Stranger in a Strange Land de Robert Heinlein não é um livro, é o livro.

Cinquenta e quatro anos depois. Não meus. Não de ninguém da minha geração. Sem hesitação: o mais inabitual romance saído do, por tendência, mais inabitual dos géneros, a ficção-científica. Incrível proeza.

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