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SPRING BREAKERS, (DIS)HARMONY ACCORDING KORINE AND DESPERATION (OVEREMPHASIS) OF ME

Não podendo ser de outra forma, que seja desta: releio um texto (não suporto a palavra!) com alguns meses sobre Spring Breakers. Palavras exaltadas e pouco medidas. Como se não bastasse, releitura mal dormida, após uma mudança de hora que roubou pelo menos uma. Definitivamente volve-se contra a mão que o escreveu (não ao ponto de cuspir no prato onde come e terá de voltar a comer), forma derradeira e galhofeira de masoquismo, mas esta última apenas por estar travestido de trecho de diário, como uma dentada nos calcanhares de tempos a tempos com o propósito de evitar o esquecimento.

BULLET IN THE HEAD

Bullet in the head (1990), de John Woo

TESHIGAHARA, ABE, TAKEMITSU E THE FACE OF ANOTHER

TESHIGAHARA, ABE, TAKEMITSU E THE FACE OF ANOTHER (1966)

NEW QUEER, OLD FREEDOM: TRASH CINEMA

The Living End (1992), Um filme irresponsável de Gregg Araki

O New Queer Cinema foi (ainda existe?) um movimento artístico a que podemos desde logo associar três nomes: Tom Kalin, Todd Haynes e Gregg Araki. Na sequência lógica, podemos anexar três filmes aos três nomes: Swoon, para Kalin - Poison, para Haynes - The Living End, para Araki. Sem esforço, numa espécie de composição construtiva, ainda nos é possível ir buscar um outro nome e um outro filme, Gus van Sant e My Own Private Idaho. É reduzir ao mínimo, mas fiquemos por aqui. Os anos charneira foram os de 1991 e 1992.

JOHNNY GOT HIS GUN

"Johnny Got His Gun", 1969. - Notas Soltas, imberbes e potencialmente contraditórias:

 

Quando a vertigem é cliché, e o cliché se mantém como essência do simbolismo, o que dessa sequência (lógica) subjaz? Um regresso à inocência do olhar, que, por sua vez, é a máquina reguladora da ficção (cinematográfica)? Ou já não é?

Um ou outro spoiler são inevitáveis, o que nada retira a quem não viu. Joe foi para a guerra e obteve a sua arma. Uma vez lá, apanhado à traição por um estampido súbito, pouco lhe restou.

A IMPONDERABILIDADE EM OZU E SYD BARRET

Frases avulsas escutadas nos meandros nocturnos do pós-cinema ou nos intervalos festivaleiros com nomes de pequenas vilórias em tons garridos e narcotizados. Convencidos, claro está, nem tanto de si próprios, e mais pelas academias jornaleiras dos suplementos de fim-de-semana (cada vez com menos páginas, até que insiste-se, insistem, insistimos desaparecerão, como refluxos de tempos que já não voltam).

THE KEEP DE MICHAEL MANN

The Keep (1983), Michael Mann

Um filme de horror – foi-me dado a ler num momento de acaso. Sobre o sinistro destino de um batalhão nazi perto do final da guerra. Esquecidos nos confins da Roménia, ocupam um castelo e inadvertidamente libertam uma entidade milenar e demoníaca presa nas suas catacumbas. Para a combater, procuram a ajuda disponível, um professor de História e a sua filha, não sem ironia judeus, e ainda um louco que diz saber como destruir esse demónio.

BEASTS OF THE SOUTHERN WILD

Beasts of the Southern Wild (2012), Benh Zeitlin

 

Da estranheza (para o caso, sensação muito próxima do incómodo) ao inacreditável encantamento. Eis o percurso que nos é proposto por Benh Zeitlin em Beasts of the Southern Wild. E que título admirável este, com entrada directa para a galeria dos melhores de sempre.

PROF. VICTOR BERGMAN

Uns quantos e lambuzados porquês, incertezas e fundamentações projectadas em múltiplas direcções, e logo devolvidas entre júbilos. Ligeira pausa.

Espaço 1999, digo a certa altura, e sorrio – como uma pista, cujo significado está apenas ao alcance de alguns privilegiados, que se solta.

Espaço 1999 (!), e continuo a sorrir - a exclamação como cunho pessoal, uma sensação vaga de poder, servida trocista numa espécie de bandeja de bits.

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