18 Junho 2017      12:00

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CAMIÕES EM BARRANCOS? SÓ POR ESPANHA

Para se chegar a Barrancos, os veículos pesados são obrigados a fazê-lo por Espanha.

O problema é que a ponte sobre o rio Ardila, na EN 386 (Barrancos – Amareleja - Barrancos), foi condicionada a veículos pesados com carga máxima superior a 10 toneladas, a 30 de maio, juntando-se à ponte sobre o rio Múrtega, onde não existe proibição, mas que “apresenta um visível estado de degradação, sem qualquer intervenção significativa há dezenas de anos”, como refere uma Moção de Protesto contra o comportamento da empresa Infraestruturas de Portugal apresentada pela autarquia local.

A decisão da proibição terá sido da Infraestruturas de Portugal, a empresa gestora das rodovias, e que terá ocorrido sem que o Município de Barrancos tenha sido informado.

Na moção, aprovada unanimemente, no passado dia 14, a autarquia refere que, com esta proibição da circulação de veículos pesados nesta via que é “praticamente a única de acesso à Vila de Barrancos” tem trazido um sério constrangimento e “um enorme prejuízo às empresas locais, com destaque para a Casa do Porco Preto (Barrancarnes), um dos principais exportadores nacionais”, como refere a Moção.

Os animais que originam os produtos desta empresa, são provenientes do matadouro regional de Reguengos, a cerca de 70 quilómetros de Barrancos, mas os camiões que os transportam são obrigados a um desvio por Valencia de Mombuey / Oliva de la Frontera, em Espanha, fazendo mais de 150 km / dia, para levar a matéria-prima até à sede da empresa em Barrancos.

A autarquia terá pedido explicações ao Governo e à empresa Infra-estruturas de Portugal sobre as razões que levar ao condicionamento do trânsito de pesados em duas pontes da região, e não terá obtido resposta, pelo que surge esta moção de protesto pelo comportamento da empresa Infraestruturas de Portugal.

 

 

Imagem de estadodebarrancos.blogspot.pt/

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