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Nuvens Negras

Na sua mensagem de Natal, o Primeiro-Ministro brindou-nos com uma história de meias-verdades e a roçar um pouco a ficção científica.

Diz Pedro Passos Coelho que Portugal passou o seu primeiro Natal sem nuvens negras no horizonte, referência figurativa à saída da Troika do nosso País.

Segundo o Primeiro-Ministro, com a saída da Troika Portugal pode respirar de alívio, num País que irá criar oportunidades de emprego e onde, subitamente, tudo parece correr bem.

Afirma igualmente que irão existir oportunidades para os jovens e para as empresas…

E eis que chega o Natal

E eis que chega o Natal.

Chega a altura da reunião das famílias à mesa.

Mas chega também a altura em que centenas de pessoas passam mais uma noite ao frio e completamente sozinhos.

Chega a altura da troca de presentes.

Mas chega também a altura em que centenas de pessoas pedem de presente apenas uma sopa e um pedaço de pão.

Chega também a altura em que dezenas de famílias não têm dinheiro para oferecer uma ceia de Natal aos seus filhos.

Chega a altura em que as crianças pedem presentes e os pais não lhos conseguem oferecer.

Velhas medidas e um novo desafio

Recentemente, o Primeiro-Ministro veio afirmar que o facto de se registar um número elevado de emigração jovem, em nada contribuiu para a diminuição dos números do desemprego.

Com uma fundamentação completamente desfasada da realidade, Passos Coelho tenta separar as águas entre dois factores inseparáveis.

É uma operação aritmética simples: Mais pessoas a sair, menos candidatos a eventuais empregos em Portugal, não há muito que saber.

Demissões Gold

Aquando da elaboração desta crónica, rebentou a notícia da demissão do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo na sequência das detenções no âmbito do processo “Labirinto”. Este processo, centra-se na investigação de um alegado esquema de corrupção em torno dos “Golden Visa”” – vistos criados pelo Governo para cidadãos que invistam em Portugal mais de quinhentos mil euros em imobiliário ou em empresas.

O Estado a que chegámos

Pela segunda semana consecutiva, esta crónica é escrita no seguimento de um Processo judicial repleto de mediatismo.

Desta feita o caso envolve o Ex-Primeiro-Ministro José Sócrates e mais três arguidos alegadamente a este ligados.

Durante três dias o País parou e não se importou com mais nada. Durante três dias o País aguardou uma decisão resultante de uma detenção que, senão ilegal, anda muito perto dessa fronteira.

Da imparcialidade ou falta dela

“O Presidente é parcial com o Governo e não acrescenta nada ao sistema”. Quem o afirma é o Professor Jorge Reis Novais, constitucionalista, numa entrevista em que faz uma análise ao papel do Tribunal Constitucional e dos órgãos constitucionais.

Não podia estar mais de acordo com esta afirmação. Após meses de silêncio, o Presidente da República surge para condecorar Durão Barroso pelos serviços prestados.

Sobre o Orçamento de Estado para 2015 nem uma palavra.

Em colapso

Actualmente existem três sistemas informáticos em colapso: justiça, saúde e segurança social.

Três sistemas em áreas fundamentais e onde este tipo de falhas pode originar (como já originou) erros graves e atrasos indesculpáveis.

Estamos a falar de atrasos na justiça em processos urgentes, de doentes urgentes que deixam de ser atendidos no devido tempo e de utentes que deixam de ter uma resposta em tempo útil a pedidos de apoios sociais que lhes são devidos.

Muito bem se fala

“O PS só ganha as eleições se os portugueses forem burros”, diz Eduardo Catroga em declarações prestadas, ao ler esta afirmação, recordei-me também da proferida por um dirigente da JSD aquando da última vitória do PS nas legislativas: “o povinho é estúpido…”.

Esta é realmente uma “nova” forma de fazer política: tratar os portugueses como se fossem meros objectos ao serviço dos seus interesses.

Ainda há pouco tempo saiu uma estatística relativamente ao interesse das pessoas na política e, uma vez mais a falta de interesse e a vontade de afastamento predomina.

Um ano depois…

A noite de 29 de Setembro de 2013 foi, talvez uma das noites mais longas e mais difíceis que vivi até hoje.

Foi a noite em que vi mudar de mãos o destino da minha cidade. Foi a noite em que a falta de fé num candidato vingou, tendo sido eleito um novo executivo com caras que prometiam mudança.

Até já Princesa Nono. Até já pequenos guerreiros.

Há umas semanas, a nossa estrelinha cor-de-rosa começou a brilhar num outro firmamento.

Num sítio em que ela acreditava e levou muitos de nós a acreditar ou a reforçar a nossa fé. 

Digo nossa porque, com a sua luz, a Nono brilha dentro de cada um de nós.

A Nono juntou-se a outros pequenos guerreiros cuja luta passou para outro nível. O de nos guiar e aos pequenos guerreiros que continuam a lutar junto das suas famílias e amigos.

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