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ORBISON !

Era uma vez um homem de aspecto estranho, sempre vestido de preto e com os óculos de sol igualmente pretos. Compunha e cantava. Não menos singular era o seu comportamento em palco: nunca se mexia. Apenas a voz, aquela voz. Como uma esfinge na ineludível expressão de um poder imenso.

NASCIDO A 4 DE JULHO

Nascido a 4 de Julho (1989), de Oliver Stone

Olhar para trás. Passaram quase 30 anos e, aos poucos, nem a memória é fidedigna. Não em absoluto. Como se fosse uma outra vida, e apetece dizer felizmente. Outono – Inverno de 1989.

E se é assim para o comum dos mortais no mais comum dos países, por um filme, imagine-se para Ron Kovic (rapaz sonhador, adulto paraplégico e personagem exemplar do cinema americano, i.e., que emerge de uma história real e com forte componente simbólica), naquele que se vê como o menos comum dos países, por uma vida.

CERTOS FILMES ESTÃO PARA O CINEMA COMO…

Cold Heaven versus Erasure: Pressuposto para uma base educativa vital, ou seja, nem robusta nem cortês, exclusiva:

BULSARA (!)

Qual é a probabilidade de alguém nascido Farrokh Bulsara, em Zanzibar, usar bigode grande parte da vida adulta e, ainda assim, se tornar numa das maiores lendas da música sob o inacreditável nome de Freddie Mercury?

Uma nuns quantos biliões. Morreu há quase 26 anos.

BRYTER LAYTER

Já não reconheço um álbum pela capa. Não é grave, serão desde logo tentados a pensar. Mas é, e muito. Noutros tempos, entre o momento em que olhava pela primeira vez a capa de um disco e em que finalmente o ouvia podiam distar horas, dias, semanas. Esse espaço de tempo tinha, então, inevitavelmente, de ser preenchido com doses não controladas de expectativa e devaneio. Nada de inesperado, conquanto não raras vezes elevado à décima potência.

BLUE VELVET (parte 2)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch)

BLUE VELVET/ 1986 (Parte 1)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch):

BLACKSTAR – BOWIE NEGRO

Blackstar é um disco extraordinário. Que não podemos amar nem um pouco mais nem um pouco menos. Digamos que está para lá de uma certa percepção: o entendimento dos homens.

Um homem aguarda a morte próxima. Um homem idolatrado (forma de amor dedicada aos temperamentos criativos) por milhões que nada sabem sobre a presença iminente dessa morte – e por isso vista como extravagância quando confirmada.

A morte dos semideuses, aqueles que (por determinação, imersos num profundo desejo, tão próximo do sonho de criança) deixámos em devido tempo realmente de ver como homens.

YOUNG MR. LINCOLN

Young Mr. Lincoln (1939), de John Ford e Henry Fonda (e ainda bem)

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