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UM PAÍS DE PORCOS

Country Of Pigs ou Uma Era Que Termina Ante os Nossos Olhos Assombrados.

 

O tempo passa, e desde 1978 já se ergueram do belo nada duas novas gerações, tendo caído outras tantas; dito de outro modo, largos dezenas de milhões tornaram-se adultos e outros tantos viram morrer os seus pais e avós.

MAIS ORBISON: ROY O.

Nada é mais estimulante que o inesperado. Mesmo se pouco, quase nada, nesta vida neste canto protegido da intempérie se discute nos termos de vida ou morte, certas coisas têm a virtude de nos levar a tomar posições não muito distantes da insanidade.

Virtude? Sim, sem dúvida. Seja como for, se merecem resposta veemente é precisamente por se terem tornado subitamente vitais; ainda que, vistas depois a uma certa distância, não pareçam assim tão importantes.

ORBISON !

Era uma vez um homem de aspecto estranho, sempre vestido de preto e com os óculos de sol igualmente pretos. Compunha e cantava. Não menos singular era o seu comportamento em palco: nunca se mexia. Apenas a voz, aquela voz. Como uma esfinge na ineludível expressão de um poder imenso.

NASCIDO A 4 DE JULHO

Nascido a 4 de Julho (1989), de Oliver Stone

Olhar para trás. Passaram quase 30 anos e, aos poucos, nem a memória é fidedigna. Não em absoluto. Como se fosse uma outra vida, e apetece dizer felizmente. Outono – Inverno de 1989.

E se é assim para o comum dos mortais no mais comum dos países, por um filme, imagine-se para Ron Kovic (rapaz sonhador, adulto paraplégico e personagem exemplar do cinema americano, i.e., que emerge de uma história real e com forte componente simbólica), naquele que se vê como o menos comum dos países, por uma vida.

CERTOS FILMES ESTÃO PARA O CINEMA COMO…

Cold Heaven versus Erasure: Pressuposto para uma base educativa vital, ou seja, nem robusta nem cortês, exclusiva:

BULSARA (!)

Qual é a probabilidade de alguém nascido Farrokh Bulsara, em Zanzibar, usar bigode grande parte da vida adulta e, ainda assim, se tornar numa das maiores lendas da música sob o inacreditável nome de Freddie Mercury?

Uma nuns quantos biliões. Morreu há quase 26 anos.

BRYTER LAYTER

Já não reconheço um álbum pela capa. Não é grave, serão desde logo tentados a pensar. Mas é, e muito. Noutros tempos, entre o momento em que olhava pela primeira vez a capa de um disco e em que finalmente o ouvia podiam distar horas, dias, semanas. Esse espaço de tempo tinha, então, inevitavelmente, de ser preenchido com doses não controladas de expectativa e devaneio. Nada de inesperado, conquanto não raras vezes elevado à décima potência.

BLUE VELVET (parte 2)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch)

BLUE VELVET/ 1986 (Parte 1)

Blue Velvet (ou as dores de crescimento segundo o método Lynch):

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