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Man Of The West – parte 2

Man Of The West (1958), de Anthony Mann

Man Of The West – parte 1

Man Of The West (1958), de Anthony Mann

A Vertigem de Marguerite Duras

A Vertigem de Marguerite Duras (Détruire Dit-Elle, 1969)

- L’Homme Révolutionnaire:

Marguerite Duras, enfim, a mais notável das escritoras, e também cineasta do dizível infazível, sempre trabalhou na margem do Ser Revolucionário. Ser sonhado, incapaz de alcançar a plenitude, apesar de perfeitamente capaz de expor a sua mágoa e, a certo ponto, a sua necessidade (de mudança, claro está – o paraíso da ideia por concretizar). Só que, digamos, tal regime tende a tornar-se abstracção, vai durar 'para sempre'.

A canção pop perfeita…

Por mais voltas que o pobre e belo mundo venha a dar dificilmente se poderão definir (ou melhor, circunscrever) as razões que levam uma canção pop a ser considerada perfeita. Não com a certeza pós-primitiva que é apanágio dos justos. Canção pop perfeita – Ui! Plim plons plim plons numa sequência subjectiva como que a levar-nos pela mão ao altar da mestria absoluta em pouco mais de três minutos. É o impraticável tornado viável, apesar de tudo? Singularidade que apenas interessa aos “náufragos do fim dos tempos” – aos que restam (sim, refiro-me a nós).

Jean Claude Brisseau e Henry Miller

Apontamento sobre o cineasta Jean Claude Brisseau (com um piscar de olhos ao perverso mais sincero – apetecia dizer singelo – que este mundo alguma vez conheceu: Henry Miller)

Um atraso estruturante

(O atraso mental estruturante) – (ou a perturbação e pele de galinha) – (ou o empreendedorismo híper-democrático versão youtuber):

 

Encontro de alienígenas – Sábado à noite –

Será que por uma vez podemos dizer que vivemos tempos estranhos sem incorrer num óbvio e recorrente exagero? Sim, podemos e devemos dizer que sim, afinal o caso é extremo.

Deste Lado da Ressurreição

Deste Lado da Ressurreição (um filme instável e potencialmente falhado (dito como elogio) de Joaquim Sapinho):

O título é enigmático e predispõe ao sorriso expectante. Também pelos vestígios do (ainda assim não muito) que se leu sobre o assunto. Começa – e começa bem. O contraponto de silêncios entre o interior / entrada do cenóbio e as sequências de surf. Silêncios? Expressão talvez equívoca. Interiores, representações de fé, céu, mar, debaixo de água, depois um grito que naquele ponto já sabe a pouco. As imagens são, de igual modo, dispares, ou de grande ou de recôndita beleza.

Notas sobre Gram Parsons e Ron Fricke

Gram Parsons - Return of the Grievous Angel

Para esquecer não há melhor veículo do que a música. Sempre o tive bastante claro. O que durante uma boa meia-vida não me passou pela cabeça foi vir a usar para esse efeito uma canção com raízes na música country. Até que apareceu Gram Parsons com o seu Return of the Grievous Angel. Não se declara sobre, ouve-se – e então deixamo-nos ir no seu lamento travestido.

The trouble with Harry e outras notas

The trouble with Harry (1955), Alfred Hitchcock

Há um morto que fez muito bem em ter morrido. Ninguém vai discordar. Um problema: não soube morrer e deixar os outros, os vivos, descansados. Ainda assim, como já se disse, fez ele, o morto, muito bem em ter morrido. E justamente quando morreu. Na altura certa. Nem antes nem depois da hora devida...

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Foi o primeiro filme de Shirley MacLaine:

Diz-se por aí que não é um grande Hitchcock. Como se isso fosse possível.

Metropolis e outras notas

Metropolis (1927), de Fritz Lang

Simbólico, na época considerou-se que excessivamente. Não poderia ter sido de outro modo, afinal. Vive da grandeza imagética, mas assenta em motivos, em acessos simples – práxis habitual na sétima arte, e mais ainda nos seus primórdios.

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