Está aqui

Artigos publicados

Woodstock – efectivamente!

Não é fácil homenagear o que não se viveu, sendo que a especificidade da experiência in loco é, segundo dizem, parte ineludível do processo.

Tarantino 60’s # 1: Afinal, a coisa foi até ao fim ou ficou-se por meias-tintas?

Bob & Carol & Ted & Alice, a obra mais famosa de Paul Mazursky, produzida nos idos de 1969, marcou uma época.

Era Uma Vez… Em Hollywood

1969 (sonhado) pelos olhos adentro de 2019 (vivido)? Sim, como queiram,… mas também funciona permutando as correlações.

3 notas breves sobre 3 filmes

As atribulações de uma espécie perdida imersa em beleza 

O amanhecer de L' Avventura (1960) - Antonioni e a solidão insuportável em dois planos, mais do que suficientes para abarcar a totalidade do pesar.

Estranha intuição, esta: perfeição entrevista e impossível de atingir.

Sincronia que um dia teremos de aceitar enquanto colecção de indivíduos - o dia antes da extinção. 

 

Badlands - opus 1 de Terrence Malick

Ou a Balada Tranquila no Inferno.

Terrence Malick dirigiu dois filmes nos anos 70 do século passado e depois desapareceu durante 20 anos. Duas obras-primas absolutas: Badlands (1973) e Days of Heaven (1978).

Detestava as luzes da ribalta (a mundanidade) ao mesmo tempo que pretendia criar uma relação especial (e, sim, mitológica) com a natureza.

Citadel - a 2ª canção da indiscutível obra-prima dos Rolling Stones

Citadel - 2ª canção do lado A de Their Satanic Majesties Request, a indiscutível obra-prima dos Stones

Lolly-Madonna XXX (1973)

Qualquer um reconhecerá que Richard C. Sarafian não é lá grande nome para quem quer vingar num lugar tão dissimuladamente selecto (ou será o inverso?) como Hollywood, mas não foi por isso que a carreira de Sarafian, apesar de longa e…farta, foi actor e realizador entre 1956 e 2007, não chegou verdadeiramente a despontar.

Ainda assim, o realizador importa muito mais do que o actor, pelo que o período a fixar é o de 1962-1990.

A breve ascensão dos Zés Ninguéns - They Live

“One of the lost masterpieces of the Hollywood left”, mais coisa menos coisa, é desta forma que Zizek começa o pequeno trecho sobre They Live (1988), de John Carpenter, no seu último documentário sobre cinema, The Pervert’s Guide to Ideology.

Orson Welles - o homem das margens no meio de um filme...

Famoso pelas entradas e saídas de cena – mais pelas entradas, verdadeiros esplendores onde a militância artística (jogo de expectativas para com o espectador ideal) exercitava competências em plena consonância com um aspecto físico que remetia para os portentos da mitologia pagã –, Orson Welles era também um actor fabuloso.

Notas sobre o cinema mudo

1 - Der Leztze Mann (1924, F.W. Murnau): A insustentável leveza de um corpo despido da farda

Ou o fardo do infinitésimo descaracterizado

Ou a aterradora consciência do quase vazio do limite inferior (incrivelmente denso)

Ou o realizador como um três de três: mestre-de-cerimónias, deus farsante e regulador da experiência

Ou, ainda, o filme que definiu a modernidade.

 

2 - O Cinema-Olho de Dziga Vertov, O Homem da Câmara de Filmar (1929):

Páginas