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DO CINEMA, DO CINEMA DE GUERRA E DO CINEMA DE LARISA SHEPITKO

Shepitko: Larisa no mundo dos homens.

 

Pode partir-se do princípio, que aliás soa a óbvio, que qualquer filme é uma luta que se idealiza intensa entre a visão do seu criador e a luz que ricocheteia, percepcionada como imagem pelo espectador (segundo se diz) na orla do cerebelo. Um mecanismo (por via de um mecanismo) de planeamento e execução tendo em vista um determinado resultado, que o criador pretende sublime.

SE ISTO É UM HOMEM

Um livro de Primo Levi

Primo Levi sobreviveu a Auschwitz e suicidou-se de modo improvável na sua cidade natal, Turim, em 1987. Ou seja, 42 anos depois de Auschwitz.

Acreditemos que assim foi: aborreceu-se de morte e ter-se-á atirado de um terceiro andar pelo interior da escadaria para lhes fazer finalmente a vontade. Falhou todos os obstáculos tendo assim cumprido o desígnio que não fora miraculosamente o de Auschwitz.

PRIMER

Primer (2004), de Shane Carruth

Primer tem uma fama que muito orgulha o seu criador/realizador, a de que é um dos filmes mais complexos alguma vez feitos. Um filme tão incrivelmente complexo de seguir que só voltando lá um sem número de vezes se poderia, enfim, aspirar à sua compreensão. Não imaginamos muitos filmes americanos capazes de se vangloriar de tal fama. Mas Primer é um filme especial. Ainda por cima, abençoada soberba, pensado para ser especial, pois Shane Carruth escreveu-o confiando absolutamente no espectador.

PLANETARIUM

Planetarium - uma viagem pelo Sistema Solar e arredores com Sufjan Stevens, Bryce Dessner, Nico Muhly e James McAlister

UM PAÍS DE PORCOS

Country Of Pigs ou Uma Era Que Termina Ante os Nossos Olhos Assombrados.

 

O tempo passa, e desde 1978 já se ergueram do belo nada duas novas gerações, tendo caído outras tantas; dito de outro modo, largos dezenas de milhões tornaram-se adultos e outros tantos viram morrer os seus pais e avós.

MAIS ORBISON: ROY O.

Nada é mais estimulante que o inesperado. Mesmo se pouco, quase nada, nesta vida neste canto protegido da intempérie se discute nos termos de vida ou morte, certas coisas têm a virtude de nos levar a tomar posições não muito distantes da insanidade.

Virtude? Sim, sem dúvida. Seja como for, se merecem resposta veemente é precisamente por se terem tornado subitamente vitais; ainda que, vistas depois a uma certa distância, não pareçam assim tão importantes.

ORBISON !

Era uma vez um homem de aspecto estranho, sempre vestido de preto e com os óculos de sol igualmente pretos. Compunha e cantava. Não menos singular era o seu comportamento em palco: nunca se mexia. Apenas a voz, aquela voz. Como uma esfinge na ineludível expressão de um poder imenso.

NASCIDO A 4 DE JULHO

Nascido a 4 de Julho (1989), de Oliver Stone

Olhar para trás. Passaram quase 30 anos e, aos poucos, nem a memória é fidedigna. Não em absoluto. Como se fosse uma outra vida, e apetece dizer felizmente. Outono – Inverno de 1989.

E se é assim para o comum dos mortais no mais comum dos países, por um filme, imagine-se para Ron Kovic (rapaz sonhador, adulto paraplégico e personagem exemplar do cinema americano, i.e., que emerge de uma história real e com forte componente simbólica), naquele que se vê como o menos comum dos países, por uma vida.

CERTOS FILMES ESTÃO PARA O CINEMA COMO…

Cold Heaven versus Erasure: Pressuposto para uma base educativa vital, ou seja, nem robusta nem cortês, exclusiva:

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