Está aqui

Seca

Seca afeta campanha de cereais de inverno

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a seca contribuiu para a segunda pior campanha de cereais de inverno dos últimos 105 anos, avança a Lusa.

“As previsões agrícolas, em 31 de julho, apontam para uma campanha cerealífera fortemente marcada pela seca severa a extrema que acompanhou grande parte do ciclo vegetativo dos cereais de inverno”, indicou o INE.

Neste sentido, a atual campanha deverá ser a segunda pior desde que existem registos sistemáticos, apenas superior à produção de 2012 e próxima da de 2005, que foram igualmente anos de secas extremas.

Reguengos de Monsaraz vai reduzir consumos de água

A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz acaba de anunciar que se encontra a desenvolver uma campanha de promoção ambiental focada na poupança da água, que engloba a implementação de “ações e trabalhos de mitigação e redução dos consumos de água nos serviços municipais”.

Seca gera incerteza nas vindimas no Alentejo

A época das vindimas no Alentejo já teve início, mas a quantidade e a qualidade da produção ainda são incertas, porque “as condições não foram as melhores”, devido à seca e temperaturas elevadas, revelou o presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Em declarações à agência Lusa, Francisco Mateus considerou que, para a vinha, “as condições não foram as melhores, por causa do calor e por haver pouca água no solo”.

Herdade alentejana recusa “a ideia de seca”

A Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo, adota uma agricultura adaptada ao clima e às alterações climáticas, recusando a ideia de seca que se faz sentir em todo o território continental português.

Em declarações à CNN Portugal, Alfredo Sendim, proprietário da herdade, diz que não se revê “nesse queixume e nessa conceção da sociedade atual de ‘ano sim, ano não’ determinar uma seca. O que está mal não é a seca, mas sim os modelos que tentamos implementar que não são compatíveis com este clima e depois vimos determinar secas”.

Árvores secas na Serra de S. Mamede preocupam ambientalistas

A associação ambientalista Quercus está preocupada com a quantidade de árvores secas da espécie carvalho negral no Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM), naquilo que se deduz como um “fenómeno” que poderá estar relacionado com a seca.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a Quercus estima que possam estar afetadas “milhares de árvores”, e que em 2021 se verificou um “fenómeno semelhante” durante o mês de agosto, facto que valeu um alerta ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para o problema.

Alentejo Sudoeste tem apoio de 46 mil euros para mitigar seca

A Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste publicou um aviso destinado a apoiar a mitigação dos efeitos da seca, em 46 304,57 euros, nos concelhos de Aljustrel, Castro Verde e Ourique.

De acordo com o portal Agricultura e Mar, as candidaturas a este apoio estão abertas até dia 26 de agosto e surgem no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

Agricultura: Ministra admite mais restrições à utilização de água

Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, assumiu ontem que existe a possibilidade de, dentro de pouco tempo, o Governo aumentar as restrições ao uso da água na agricultura devido à seca.

A ministra, que ontem esteve em Évora e marcou presença no Fórum Regional do Alentejo do Programa Bairros Saudáveis, admitiu que o Governo está preocupado com a situação de seca em Portugal, mas ressalvou que estão previstas medidas de contingência para as questões complicadas no setor da agricultura. 

Campanha agrícola no Perímetro de Rega do Mira assegurada

A campanha agrícola deste ano está assegurada no Perímetro de Rega do Mira, embora com redução de alguma área de cultivo, revelou a associação de fruticultores de Odemira e Aljezur. Contudo, a associação prevê problemas em 2023, devido à seca.

Arroz do Vale do Sado perde 1500 hectares devido à seca

Os produtores de arroz do Vale do Sado, no Alentejo, contabilizam, este ano, 20% de perdas em relação à campanha de 2021, com uma redução da área de cultivo na ordem dos 1 500 hectares devido à seca.

Em declarações à agência Lusa, João Reis Mendes, presidente do Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado (APARROZ), afirma que, a nível nacional, a área cultivada de arroz diminuiu “cerca de 2 000 hectares” em relação à campanha anterior, sendo que, destes, “1 500 hectares são no Litoral Alentejano”.

Seca afeta produção de cereais em Beja

A produção de cereais no distrito de Beja foi muito afetada pela seca este ano, tendo registado quebras “acima dos 50%”, de acordo com os presidentes de uma cooperativa e de uma associação de agricultores.

Fernando Rosário, presidente da Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches (CABB), disse à Lusa que este “foi um ano mau” para os cereais na área de influência da entidade, que abrange sobretudo os municípios alentejanos de Beja e Serpa.

Páginas