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Refugiados

Migrantes são consequência, não o problema

Pelas entrelinhas de um Mundial de Futebol pleno de surpresas, a União Europeia reuniu e negociou um acordo sobre migrantes.

Foi revelado por muitos governantes que este é, de facto, um tema fraturante no seio da União, a mesma que nasce da fraternidade entre os povos e que decidiu agora – após árduas negociações - a criação de plataformas de desembarque de migrantes fora da União e a criação "voluntária" de centros de identificação de refugiados na Europa.

Uma Europa de todos os tempos

Conduzia eu numa das minhas inúmeras viagens entre Évora e Odemira quando ouvi uma reportagem sobre uma certa Europa que existe num jardim de Bruxelas e que se espalha pelas casas das pessoas.
 

DESCOMPLIQUEMOS UTOPIAS

Há muito tempo que assuntos ligados aos refugiados passaram para um plano inferior na nossa comunicação social. Mas a verdade é que eles continuam a existir, há barcos que continuam a fazer-se ao mar e os naufrágios a acontecer; há etnias que continuam a ser perseguidas e outras que vão sendo exterminadas; existem milhares de seres humanos deslocados dos seus países pelas mais diversas razões. O tempo vai passando, os acontecimentos vão-se repetindo e a normalidade instala-se.

NO INÍCIO DE UM NOVO ANO

Findo o ano de 2016, cabe a já habitual retrospectiva.

2016 trouxe-nos a certeza que a esquerda, afinal, é capaz de se unir quando é preciso levar o País para a frente e mudar o rumo e a política desenvolvida até determinado ponto.

Trouxe-nos um Presidente da República que mostrou uma nova faceta que, em certos aspectos, poderá ser exagerada. Mostrou a faceta da proximidade e da participação junto da comunidade.

Mal ou bem, Marcelo Rebelo de Sousa já pautou pela diferença relativamente aos seus antecessores.

UMA ALDEIA IRAQUIANA NO ALENTEJO?

Com a proposta a surgir por parte da eurodeputada socialista Ana Gomes – há cerca de seis meses - de acordo com o Diário de Notícias, contará com o apoio do governo, o Alentejo pode vir a acolher uma aldeia de refugiados iraquianos.

Serão cerca de quinhentos os refugiados yazidi, maioritariamente famílias, mulheres e crianças que estão atualmente em campos de refugiados lotados, na Grécia – país que acolhe cerca de sessenta mil refugiados - que poderão estar a caminho do Alentejo.

JORGE SAMPAIO VEM A ÉVORA FALAR DOS REFUGIADOS NO MUNDO

A Universidade de Évora organiza no próximo dia 12 de Outubro a segunda conferência de um ciclo de conferências que aborda o Desenvolvimento, Direitos Humanos e Segurança.

Para o efeito conta com ex-Presidente da República Jorge Sampaio como orador principal, que falará sobre a problemática dos refugiados no mundo e a necessidade de um mecanismo de resposta rápida para a educação superior nas emergências.

ALENTEJANOS AJUDAM A CONSTRUIR CENTRO ESCOLAR PARA REFUGIADOS

Ao abrigo do projeto “My Friend”, uma professora e uma aluna do Politécnico de Portalegre vão viajar para a Grécia para instalar um centro escolar num dos muitos campos de refugiados que existem nesse país, em Skaramagas – perto de Atenas - onde existem crianças refugiadas de países como Iraque, Síria ou Afeganistão.

NÓS E OS OUTROS: A CULTURA NA CRISE DOS REFUGIADOS

A crise dos refugiados levanta problemas ao mundo e particularmente à União Europeia, que está com dificuldades em encontrar o consenso necessário entre Estados Membro para que possa dar uma resposta eficaz às circunstâncias. Depois algumas das medidas tomadas por alguns dos Estados Membro sugerem um endurecimento das posições, que indicam preconceito e apresentam o "outro" como uma ameaça à sociedade e à cultura europeia.
 

CONCERTO DE NATAL EM ÉVORA APOIA REFUGIADOS

É na renovada Igreja de S. Francisco que hoje ao fim da tarde decorre o Concerto de Natal 2015, pela Orquestra de Évora.

Mas este ano o Concerto de Natal tem um novo objectivo grandioso e que é o de apoiar a Plataforma de Apoio aos Refugiados  através dos donativos que recebe.

OS ABUTRES CERCANDO O REBANHO

Esta desafortunada metáfora recorda o drama dos refugiados que tão recentemente tem fustigado a Europa. E apesar de todo o rebanho de refugiados sírios e emigrantes de outros países do Médio Oriente que atravessaram a Síria, terem fugido dos predadores chamados Estado Islâmico, a Europa, o seu oásis, o seu refúgio, ao contrário do expectável, não lhes abriu as portas. Este cantinho do Mundo reconhecido como tolerante, aberto, democrata, solidário, o seu porto de abrigo, esqueceu os seus valores de humanidade e civilidade que tinha arreganhado no pós IIª Guerra Mundial.

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