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Jornalismo

A intolerância tem limites

É um facto: a net deu largas ao ódio. Poder-se-á dizer que fanáticos e extremistas sempre existiram, mas, sem dúvida, a net abriu-lhes as portas e permite que sejam proferidos impropérios, realizadas ameaças e ofensas de forma gratuita e que antes, em contacto pessoal, nunca seriam feitas, a consciência do humano, na maior parte dos casos, impele o respeito.

A diferença de opinião – quando confrontada - é o que faz crescer cada ser humano e, no geral, a sociedade, isto sempre e quando exista respeito pelo próximo e pela sua opinião.

O jornalismo é Arte

A população necessita de estar informada. Hoje em dia, quem não está atualizado quanto a tudo o que se passa à sua volta, rapidamente se vai sentir isolado da sociedade. Assim, o jornalismo ganhou uma grande importância nos dias de hoje, sendo conhecido até como “o quarto poder”, atrás dos três grandes poderes: executivo, judicial e legislativo.

Defendo que o jornalismo não é apenas um poder, não é apenas uma forma de comunicar informação. O jornalismo é arte.

Jornalismo “fake”?

O Diário de Notícias desta semana, faz destaque para várias páginas de internet, sedeadas no Canadá, com o intuito de criar e espalhar notícias falsas (a publicação aponta o caso do alegado relógio de luxo de Catarina Martins e o da alegada presença da nova procuradora geral da república num jantar com José Sócrates).

Toda esta reportagem, bem como alguns espaços noticiosos em Portugal, levam, mais uma vez, à questão: “em que informação podemos realmente confiar?”.

O MAIOR PROBLEMA DO ALENTEJO É O DESPOVOAMENTO

Luís Godinho, tem 47 anos, é jornalista, correspondente da SIC no Alentejo e colaborador do Diário de Notícias. Realizador dos documentários "O Salto", melhor filme português a concurso no Festival Internacional de Curtas Metragens de Faro (2017), "Chainho", "Aldeia Eterna" e "Marfim". Coautor do livro "António Arnaut Biografia", sobre o "pai" do Serviço Nacional de Saúde. Motivos de sobra para uma conversa com ele.

O JORNALISMO E O ALENTEJO

Ser jornalista não é fácil. Sê-lo no Alentejo é ainda mais complicado. Esta opinião cria consenso entre os jornalistas que trabalham nesta região.

REPÓRTER OU MODELO?

Inicia-se o telejornal. Do lado de trás de bancada, dois âncoras, normalmente um homem e uma mulher. Eles se vestem bem, o cabelo está impecável. A maquiagem, em ambos, esconde eventuais rugas ou imperfeições. Cenário montado: tamanha produção dá uma suposta credibilidade. Dizem que pessoas vistosas se destacam num ambiente. A televisão do século 21 confirma isso.
 

A VOZ DOS SEM VOZ

Vivemos numa sociedade mediatizada, onde tudo o que se faz é dado a conhecer ou através dos meios de comunicação social ou por qualquer outro suporte de difusão de informação, sendo a internet um dos canais mais privilegiados, designadamente através da disseminação e partilha de informação em redes sociais.

JOSÉ FROTA

Faleceu José Frota, jornalista, alentejano, foi correspondente do Semanário Expresso no Alentejo entre 1989 e 2008. O jornalista de 69 anos, faleceu no Hospital de Évora, vítima de doença crónica.

O velório decorre na Igreja dos Álamos e o funeral realiza-se hoje às 15.00, no Cemitério dos Remédios.

A equipa do Tribuna Alentejo endereça à família e amigos as mais sentidas condolências.

MEDIUM

O jornalismo está morto. Ele teve uma morte horrorosa diante dos meus olhos. Talvez tenha sido atropelado, não sei, mas acredite em mim, eu pude ouvir seus suspiros finais, passei por ele lentamente, fotografei sua agonia na calçada, o rosto confuso, o corpo enrolado em um jornal cuja manchete dizia “Morre jornalismo”.