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Jorge Branquinho

Joker

Finalmente!

E eis que do coração da indústria, em plena era da infantilização do espectador pela multiplicação de filmes dirigidos a adolescentes que, segundo os demiurgos de tal Ordem, e há quem solicitamente anteponha Nova a Ordem, não esperam complexidade nem desafio

Burning (2018)

Ou como fazer do absoluto desconforto um mistério apenas resolúvel pelo fogo, que é como quem diz, irresolúvel pelos padrões da carne + sangue pensante característica, na pior das hipóteses, do homo sapiens.

Ad Astra

Para as estrelas?

Perante Ad Astra, o mais recente filme de James Gray, corre-se um sério risco: permitir que a voluptuosidade do olhar interior que o filme convoca se deixe abater pelo aparente paradoxo científico.

O filme adopta uma orientação estranha e, em síntese, extravagante, desde as primeiras imagens. Desaba no sentido da gravidade tão rápida e intensamente quanto o defrontar / encarar permite, para dela (prontamente) se libertar para sempre (seja como força – i.e., propriedade científica -, seja como símbolo).

True Detective

Repetição, ‘acto de repetir’. Houve uma época em que a habilidade para concretizar efeitos de repetição era a norma pela qual se definia o autor de cinema. Prerrogativa do realizador, que fique claro. John Ford fazia sempre o mesmo filme, o que o próprio não desmentia, e ninguém lhe poupava encómios, Alfred Hitchcock só muito raramente alterava o método com o qual captava a nossa atenção. John Carpenter, com bastante sucesso crítico, ou Brian de Palma, este com pouco ou nenhum, também utilizavam sempre a mesma metodologia (Brian de Palma ainda anda por aí, John Carpenter diz que não).

Dolor y Gloria de Almodóvar

Quando se olha para a já longa carreira de Pedro Almodóvar fica a estranha sensação de que só funciona bem se encostado a dois limites: a disfunção e a 'confessionalidade'. Limites, enfim, extremos que cansam facilmente.

Woodstock – efectivamente!

Não é fácil homenagear o que não se viveu, sendo que a especificidade da experiência in loco é, segundo dizem, parte ineludível do processo.

Tarantino 60’s # 1: Afinal, a coisa foi até ao fim ou ficou-se por meias-tintas?

Bob & Carol & Ted & Alice, a obra mais famosa de Paul Mazursky, produzida nos idos de 1969, marcou uma época.

Era Uma Vez… Em Hollywood

1969 (sonhado) pelos olhos adentro de 2019 (vivido)? Sim, como queiram,… mas também funciona permutando as correlações.

Badlands - opus 1 de Terrence Malick

Ou a Balada Tranquila no Inferno.

Terrence Malick dirigiu dois filmes nos anos 70 do século passado e depois desapareceu durante 20 anos. Duas obras-primas absolutas: Badlands (1973) e Days of Heaven (1978).

Detestava as luzes da ribalta (a mundanidade) ao mesmo tempo que pretendia criar uma relação especial (e, sim, mitológica) com a natureza.

Citadel - a 2ª canção da indiscutível obra-prima dos Rolling Stones

Citadel - 2ª canção do lado A de Their Satanic Majesties Request, a indiscutível obra-prima dos Stones

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