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Humanidade

A derrota da Humanidade no referendo irlandês

Quatro anos e mais qualquer coisa depois do referendo ao casamento homossexual na Irlanda, com vitória do Sim, e de uma certa derrota para a espécie humana alvitrada nas galerias ocultas do Vaticano

(expressivamente: as não frequentadas pelo Papa F.) …

Um atraso estruturante

(O atraso mental estruturante) – (ou a perturbação e pele de galinha) – (ou o empreendedorismo híper-democrático versão youtuber):

 

Encontro de alienígenas – Sábado à noite –

Será que por uma vez podemos dizer que vivemos tempos estranhos sem incorrer num óbvio e recorrente exagero? Sim, podemos e devemos dizer que sim, afinal o caso é extremo.

Morreu um homem de “raça”

Morreu Cavalli-Sforza, aos 96 anos, sem estrondo, sem direito a manchetes e só notícia em alguns órgãos de comunicação social.

O nome Luigi Luca Cavalli-Sforza é desconhecido de quase todos, no entanto, o cientista geneticista italiano foi responsável pelo estudo sobre a distribuição geográfica de variantes genéticas na Terra e que veio a permitir a reconstrução de como se deu a expansão da humanidade pelo planeta.

O FIM DO PESADELO

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto tem o seu lugar, todos os anos a 27 janeiro.

Foi em 27 de janeiro de 1945 – há precisamente 73 anos - que o principal campo de concentração nazi, Auschwitz (a sul da Polónia) foi libertado do jugo nazi pelas tropas da União Soviética.

A celebração deste dia foi criada na Assembleia Geral das Nações Unidas, pela Resolução 60/7, de 1 de dezembro de 2005.

E SE ALEPO FOSSE AQUI?

Ninguém que conheça uma criança deve passar sem se deter nesta imagem.

Quem é? Onde é? O que fez? Nenhuma das respostas a estas perguntas justificará a imagem que vê.

Centenas de imagens e vídeos foram libertadas e partilhadas por pessoas prestes a morrer durante a “tomada de Alepo”. Guardo um vídeo em especial, pelas semelhanças comigo, o vídeo de Abdulkafi Alhamdo, pai, professor, jornalista e ativista – rebelde aos olhos do regime.

SILÊNCIO, POR FAVOR

O mundo tornou-se um lugar caótico. – Parece ser uma afirmação simples e sucinta mas diz para além de si e para além de si é para onde nós raramente olhamos. Quando digo “o mundo tornou-se um lugar caótico” não quero dizer só isso, quero também dizer que no mundo custa respirar e custa pensar e custa viver e custa sonhar. Umas seguidas às outras as informações seguem-se, na velocidade de um carrossel desenfreado, não nos permitindo ter tempo para nelas ponderar e para as integrar no que sabemos ou não sabemos ou no que queremos saber.

AOS QUE AINDA PODEM MUDAR O MUNDO

Se não me sinto segura a culpa é da certeza que tenho um futuro a encarar – mostrar a cara ao monstro que sorri faz medo. Porque há, algures, um monstro e porque esse monstro gosta de sorrir quando me encara. Se tenho medo do futuro é porque tenho tempo para pensar no que me vou transformar. No que as minhas mãos, e os meus braços, e as minhas paciências e lutas serão capazes de trazer para o lugar da minha vida. Há, portanto, uma vida, a esperança de uma vida, o medo irracional de tão racionalizado que se transforma quase num direito de ter medo.

OS HERÓIS E OS MÁRTIRES ESQUECIDOS

Somos educados para que nossas emoções sejam facilmente acionadas por uma fórmula que combina sacrifício, resiliência, superação e conquista. O resultado desta combinação está tão imbrincado nas culturas ao redor do mundo, em especial na euroamericana que, para muitos de nós, ela seria a síntese da própria natureza humana.

QUANTAS VEZES?

Existe, na nossa sociedade atual, um vício admirável pela forma como nos abstemos de o reconhecer enquanto vício. É incrível, se assim o conseguirmos conceber, a forma como acabamos por nos limitar a nós mesmos e aos outros que nos rodeiam e ainda sentir felicidade por isso. Falo hoje de rótulos, caro leitor, e da forma vergonhosa como eles ainda se entranham nos nossos sistemas e na nossa vida e, ainda mais incrível, da forma ignorante como nós os assumimos e os queremos forçar.

A CHAVE PARA A PAZ MUNDIAL

Num mundo marcado por tantos conflitos de vários tipos – Síria e restante Médio Oriente, Coreia do Norte, leste Europeu, pressão russa e chinesa, atentados terroristas, conflitos partidários no Brasil, entre outros tantos – há políticos que tentam resolver estes problemas com recurso à violência e às armas, como se essa fosse a solução para as relações internacionais; por vezes, aparenta ser só uma competição por mandar ou dominar ou por ganhar mais uns dólares, nem interessa como nem a que custo.

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