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Estado

Comprar empresas falidas

Todos vimos o que nos custou salvar bancos depois da crise financeira de 2008. Entre BPN, BPP, Banif, BES e CGD vamos em 17 mil milhões de euros! E o problema continua por resolver. Ainda no ano passado, o governo pediu ao parlamento autorização para gastar mais quase mil milhões com os restos de dois bancos falidos. Se em 12 anos foi a grande custo que conseguimos aproximar a situação do equilíbrio, neste momento apenas podemos imaginar o que serão os próximos anos, depois da violência com que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus está a afetar a nossa economia.

Saúde: o Estado que queremos

O estado da saúde em Portugal é sintomático da impossibilidade política de escolhermos o melhor de dois mundos. O PS optou por comprar os votos dos funcionários públicos com um horário de trabalho reduzido e um salário mínimo superior ao dos trabalhadores do privado, os portugueses optaram por votar no PS, e o Estado optou por comprometer os cuidados de saúde para pagar os votos comprados. A política é feita de opções.

Os Donos Disto Tudo

Eles instalaram-se no Estado, controlam o aparelho, manipulam o sistema, e destroem a democracia. São arrogantes porque são poderosos. Vivem no Estado e do Estado há anos, há décadas, a vida inteira, alguns há várias gerações.

São avaliados, escrutinados e criticados, mas riem-se de tudo isso, porque lhes é inconsequente. O poder pertence-lhes porque o povo, manso, obediente, intelectualmente preguiçoso, prefere o conforto do Estado paternalista à responsabilidade trabalhosa de pegar na Liberdade com as duas mãos.

É preciso uma operação STOP: Reguengos de Monsaraz e Mourão estão a perder efetivos da GNR

A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz aprovou por unanimidade uma moção onde crítica o défice de efetivos nos postos da GNR de Reguengos de Monsaraz e de Telheiro.

No referido documento é referido que é notório que o número atual de efetivos não corresponde às expectativas e às necessidades da população em geral e dos visitantes do concelho.

HÁ SEMPRE UM LAMBITA…

O simples ato de pensar que se pode ter e fazer carreira na função pública em Portugal é simplesmente anedótico. A progressão profissional em Portugal na função pública nos últimos anos tem sido feita de determinadas maneiras. Dos vários acessos, o menos trilhado foi o do mérito.  Não por uma questão de não haver pessoas que mereçam subir pelo valor do seu trabalho, mas simplesmente porque este mérito não é reconhecido por quem manda como sendo premissa para um trabalhador progredir. Então como se progride em Portugal, a nível profissional, no seio do Estado e Setor Público? É simples.

BOATOS VICIOSOS – PARTE 1

O ex-ministro da Economia Manuel Pinho escreveu um longo artigo de opinião no Jornal Público sobre o caso EDP no qual se defende do que diz ser um "boato vicioso". Pois bem, não querendo ser exaustivo relembro outros boatos viciosos mediáticos que, também, têm como denominador comum os bolsos dos portugueses.

Primeiro boato: As Parcerias Público-Privadas (PPP).

O boato Lusoponte

ONDE PÁRA A CORRUPÇÃO?

Segundo um Barómetro Global da Corrupção publicado em Novembro pela Transparency International, mais de 80% dos Portugueses consideram que o Estado sofre influências indevidas de pessoas com grande poder económico. 48% dos Portugueses consideram que a corrupção piorou no último ano e 39% não vê melhorias nos níveis de corrupção do País.
 

O CRESCENTE FUNDAMENTALISMO LAICO

Estamos prestes a concluir mais uma época estival. Vem aí o regresso aos hábitos diários, à rotina instalada pelas circunstâncias, à cadeira de secretária com a mesma disposição de sempre e à azáfama das compras do material escolar para o inicio do ano letivo.

Para trás, ficou amarrado, em modo pausa, o conjunto de inquietações e preocupações que muitos enfrentam. Contudo, há um episódio que me ficou cravado na memória, um daqueles que a comunicação social adora mexericar e repetir durantes os períodos noticiosos.

"BIG BROTHER IS WATCHING YOU"

Esta foi a expressão que me veio ao pensamento quando conheci uma das mais recentes intenções do Governo: a consulta anual do saldo das contas bancárias de todos os portugueses.

Perdoem utilizar um título em inglês, que em tradução livre será “O Grande Irmão está a observar-te”, mas queria manter-me fiel ao original “1984” de George Orwell, livro que filosofa sobre uma sociedade fictícia em que o controlo se pratica em todos os aspectos da sociedade.

SERÁ UMA SURPRESA ASSIM TÃO GRANDE?

Há semanas que o Mundo acorda com novas notícias sobre os “Panamá Papers” um escândalo que envolve várias personalidades a nível mundial que, através de esquemas legais, financeiros e fiscais, transferiram as suas fortunas para os denominados paraísos fiscais.

Muitas foram as críticas de pessoas surpresas com este escândalo e com a capacidade das pessoas conseguirem diluir o seu património de forma quase imperceptível.

Mas, repetindo o título desta crónica, será uma surpresa assim tão grande?

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